Ambiência Brasília
Eustaquio Ferreira
A Vulnerabilidade do Abastecimento
30/05/2018
Diferente das situações vivenciadas pela maioria das cidades brasileiras, Brasília e todo o Distrito Federal recebem o óleo diesel, a gasolina e o gás liquefeito de petróleo por oleoduto, tubulações que saem da refinaria de Paulínia, no litoral de São Paulo, e é bombeado até o Setor de Inflamáveis no SIA, pelo Oleoduto São Paulo – Brasília (Osbra).

São bombeados 11,1 milhões de metros cúbicos de combustíveis por ano. Há 4 estações de armazenagem e bombeamento entre Paulínia e Brasília. Há uma em Ribeirão Preto (SP), depois em Uberaba (MG), outra em Uberlândia (MG) e a última em Senador Canedo (GO). O Osbra transporta 1.450 metros cúbicos de combustíveis por hora.

Apenas 3,9% dos combustíveis são transportados por oleodutos no Brasil. O restante o é por caminhões e trens. Esse modo de transporte é mais barato. O Brasil conta com dois oleodutos de longas distancias: o Osbra e o Ospasc, entre São Paulo e Santa Catarina.

O fato de ter armazenado gás liquefeito de petróleo, óleo diesel e gasolina bem no centro do Distrito Federal poderia levar a crer que não haveria crise de abastecimento, pois os bloqueios nas estradas não os atingiriam.

Entretanto, grupos postados nos portões de acesso às distribuidoras impediam a saída dos caminhões com os combustíveis destinados aos postos. Nesta segunda, 28/05, os caminhões saíram por portões laterais. As imagens foram mostradas por jornais das TVs. Deu a impressão de que o Governo poderia tê-lo feito quando quisesse.

                                                                                                          

 

 

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