Ambiência Brasília
Eustaquio Ferreira
Cristandade e Habitações Subnormais
17/01/2018
?As comemorações dos eventos cristãos levam às reflexões sobre as condições de vida da população que depende da ação do estado para obter uma moradia condigna, com o mínimo de espaço para abrigar toda a família, com acesso a água potável, a rede coletora de esgotos sanitários e a segurança jurídica que garanta sua permanência.

O último Censo, realizado em 2010 pelo IBGE encontrou 133.556 pessoas vivendo em favelas, em 36,5 mil habitações subnormais. Para receber o designativo subnormal o aglomerado deve ter número de barracos igual ou maior que 51 unidades. Assim, os moradores e as habitações subnormais deveriam ser, em 2010 bem mais numerosos.

Considerando que a população do Distrito Federal cresce anualmente 2,6%, pode-se estimar que neste início de 2018 teríamos aproximadamente 164 mil habitantes vivendo em 45 mil habitações subnormais em favelas, além dos pequenos aglomerados.

Até o final dos anos 80 do século passado, o Governo do Distrito Federal manteve uma política sistemática de remoção das invasões e de oferta de moradias condigna em lotes urbanizados ou conjuntos habitacionais. Muitas das Cidades Satélites se formaram ou foram ampliadas para atender a estes programas.

Nas festas natalinas ou da páscoa, onde as pessoas se tornam mais sensíveis aos dramas das famílias em situação de pobreza, vale lembrar que sua exposição à insalubridade leva ao aumento da mortalidade infantil e a maior demanda por serviços de saúde. 

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