Ambiência Brasília
Eustaquio Ferreira
Estrada da Morte DF-250
23/05/2018
?A Lei n¬ļ 2.874/1956, que disp√īs sobre a mudan√ßa da capital para o Planalto Central, estabeleceu que as terras do Distrito Federal contidas no pol√≠gono por ela estabelecido, seriam desapropriadas e incorporadas ao dom√≠nio da Uni√£o. Caberia √† Novacap, empresa criada por aquela Lei, administrar as terras e dar destina√ß√£o a elas.

A maioria das terras do pol√≠gono n√£o estavam de todo regulares. As sucess√Ķes nem sempre tinham processo regular e os herdeiros continuavam a usar as terras sem fazer a partilha e a defini√ß√£o do quinh√£o de cada sucessor. O dom√≠nio permanecia em comum. A Novacap desapropriava e fazia uso do necess√°rio. O restante permanecia em comum.

Essas terras em comum, a partir dos anos 90 passam a ser usadas pelos pretensos donos, alguns herdeiros dos donos originais, a maioria grileiros que obtinham escrituras por meios diversos com o fito de lotearem, constituírem os condomínios horizontais.

A classe m√©dia, pressionada pela falta de oferta de habita√ß√Ķes viu nos condom√≠nios a oportunidade de obter suas moradias. A DF 250, conhecida como rodovia da morte, que sai do Parano√° no sentido Cabeceiras-MG, teve as margens loteadas.

Estreita, sem faixas de acostamento, m√£o dupla, sem ilumina√ß√£o √© trafegada por milhares de pessoas que buscam seus lares. O terreno √© acidentado, com curvas, com acessos a condom√≠nios e a pequenas ocupa√ß√Ķes. O governo, leniente na fiscaliza√ß√£o, tem a obriga√ß√£o de melhorar as condi√ß√Ķes de tr√°fego e a seguran√ßa da via.

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