Conceito
Adelmir Santana
Lei do Silêncio
22/05/2017
Brasília sempre foi considerada uma cidade alegre, com os seus moradores convivendo em harmonia com os empreendimentos e atividades culturais. Os comércios das quadras foram criados para abastecer a região com artigos de primeira necessidade. E alimentação e cultura entram muito bem nessa lista de itens essenciais para a vida em sociedade. Não faz sentido, portanto, que uma legislação inexequível prejudique o desenvolvimento econômico e social brasiliense.

Uma coisa é impor limites ao barulho, algo compreensível. Outra é proibir conversas, sons ou manifestações artísticas. Isso não é falar baixo, é amordaçar uma cidade inteira. Enquanto habitantes de Brasília todos nós devemos defender o bom senso. Por isso, eu acredito que o caminho para aperfeiçoar a Lei do Silêncio passa pela compreensão e pela negociação. É possível, sim, estabelecer limites que não prejudiquem os moradores das quadras, assim como os ambientes de música ao vivo devem buscar equipamentos que evitem a propagação do som.

Mas não se pode proibir que os bares e restaurantes tenham atrações artísticas, pois essa é a finalidade de muitos deles e esses estabelecimentos estão localizados em suas devidas áreas comerciais, gerando renda, emprego e serviços para todos. Da mesma forma, o limite sonoro estabelecido não pode ser o de uma mesa cheia de clientes, é necessário ampliar a tolerância aos decibéis estipulados hoje para termos uma lei equilibrada. Caso contrário, aquela capital alegre realmente ficará no passado. 
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