Dando Risadas
Nena Medeiros
CARA ABUSADO
Raiva Ă© quando o cachorro que mora em vocĂȘ mostra os dentes. Adriana FalcĂŁo.
26/05/2017
Precisava passar numa farmĂĄcia, numa das entrequadras de BrasĂ­lia. Para quem nĂŁo conhece, o modernĂ­ssimo projeto urbano da capital previu vagas de estacionamento suficientes para as lojas desses comĂ©rcios, desde que eles nĂŁo recebam visitas ou clientes. Perfeito! Para quĂȘ clientes?

Neste dia, contrariando toda essa lĂłgica, havia visitantes e clientes por ali e, como em BrasĂ­lia ninguĂ©m anda a pĂ©, nĂŁo havia uma vaga sequer no estacionamento. Por sorte, vi uma mulher encaminhando-se para um dos carros, encostei o meu logo atrĂĄs dela e liguei a seta. Ela levou uns trĂȘs dias e meio para engatar a rĂ© e desocupar a “minha” vaga. E eu ali, esperando.

Quando, finalmente ela saiu, antes que eu pudesse engatar a primeira, um carro veio da faixa central e, deslizou, vaselinado, para dentro. Eu nĂŁo podia acreditar. A Ășnica imagem que me vinha Ă  cabeça era a cena em que a protagonista de Tomates Verdes Fritos, grita “Towaaanda”, enquanto joga seu carro violentamente contra o de uma outra mulher que fez a mesma coisa. Controlando-me, eu apenas buzino. Felizmente, ele Ă© ajuizado, sai da vaga e vai estacionar um pouquinho mais adiante.

Colhendo os louros da vitĂłria, estaciono e desembarco quase ao mesmo tempo que o motorista do outro carro.

Justamente a tempo de reconhecer nele, ninguém menos que... meu chefe.

Ah! Se ele nĂŁo tivesse saĂ­do!

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