Dando Risadas
Nena Medeiros
O anjo assaltante
Buscar um relacionamento quando se está num alto nível de carência é como ir ao supermercado com fome. Qualquer porcaria serve. Tati Bernardi
09/06/2017
Eu estava terminando de lavar a louça, quando ouvi o barulho. Pensei que era um ladrão. Peguei uma faca na gaveta, caminhei até a sala e dei de cara com ele. Estava abaixado perto da TV e, ao me ver, levantou-se, alguns DVDs na mão. Já ia gritar, quando ele me abriu um sorriso lindo e muito tranquilamente, com uma voz maviosa, tentou convencer-me de que era um anjo.

- Um anjo, pilantra!? Para cima de moi? - perguntei, a faca em riste. - E veio buscar umas m√ļsicas diferentes para a festa no c√©u?

Ele caminhou em minha direção entre tímido e divertido. Encantador. Veio com uma conversa furada sobre ter me visto lá de cima, apaixonando-se imediatamente e estava vendo minhas coisas para me conhecer melhor.

‚ÄúQue ladr√£ozinho mais sem vergonha!‚ÄĚ, pensei.

Pensei, mas não disse. O sujeito era um tremendo pitéu e, na seca que eu andava desde a separação, aquela carinha de anjo mexeu mesmo com a minha libido. Dissesse que era o anti-Cristo e eu ia querer pegar.

Resolvi dar corda ao pilantra. Se, ao final de uma boa trepada, ele levasse alguma das quinquilharias da casa, eu ainda sairia no lucro.

Conversa vai, conversa vem, a coisa foi esquentando. Apesar de meio sem jeito, o canalha era bem gostoso. Entre um amasso e outro, arrastei o meliante para o sofá, abri o zíper da calça dele e...

Azar dos azares! Não é que o cara era mesmo um anjo?
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