Dando Risadas
Nena Medeiros
Vizinhos
N√£o devemos resistir √†s tenta√ß√Ķes: elas podem n√£o voltar. Mill√īr Fernandes
02/06/2017
?A vida em cub√≠culos nos obriga a algumas indiscri√ß√Ķes, como descargas sanit√°rias acionadas de madrugada, por exemplo.

J√° testemunhamos brigas entre casais, com direito a quebra-quebra e improp√©rios megaf√īnicos de acordar o velhinho meio surdo do 601. Numa dessas, o cara gritou:

- Vou te matar!

Logo em seguida, ouvimos um som muito parecido com o de um tiro e chamamos a polícia. Felizmente, foi só um pneu que estourou no eixão, mas perceber que a vizinhança estava de olho deu uma esfriada na agressividade do sujeito.

Por outro lado, saber a que horas os vizinhos fazem amor e at√©, pasmem, algumas prefer√™ncias de cada um acaba fazendo parte do cotidiano. √Äs vezes, isso √© bom. Um pouco de voyeurismo auditivo pode apimentar as pr√≥prias rela√ß√Ķes. Isto, se voc√™ n√£o se intimidar ao imaginar que o que pode ouvir tamb√©m pode ser ouvido. Uma vez, ouv√≠amos um tum tum tum muito caracter√≠stico vindo de algum lugar acima de n√≥s. J√° √≠amos nos empolgando tamb√©m quando tocou o telefone:

- Oi! Sou sua vizinha aqui do 204. Queria saber se vocês estão ouvindo um barulho.

- Err... estamos, sim ‚Äď respondo meio constrangida, quase como se tiv√©ssemos sido pegos olhando pelo buraco da fechadura.

- Pois √©! Parece um ventilador de teto com defeito ou algo assim. Como se estivesse batendo em alguma coisa. 

N√£o consegui me segurar:

- Pelo tanto que está gemendo, deve estar é apanhando!

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