Espaço Aberto
Edson de Castro
A economia está mudando
12/12/2017
Muita coisa mudou na economia brasileira nos últimos 18 meses. Não há como negar. 

A menor inflação acumulada desde 1998 e a menor taxa básica de juros (Selic) desde o início da série histórica, em 1986, foram alguns dos destaques econômicos da última semana.

Segundo economistas, os números mostram que o país está começando a sair da crise. Eles alertam que a recuperação ainda é lenta e que é preciso ter cautela e adotar medidas para que essa janela de oportunidade não se feche.

A inflação – medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - registrou 2,5% de  janeiro a novembro, o menor resultado para esse período desde 1998, quando ficou em 1,32%. 

E mais: na quarta-feira (6), o Banco Central anunciou a redução da Selic de 7,5% ao ano para 7%. Com a redução, a taxa atinge o menor nível desde o início da série histórica do Banco Central.

Não há como negar. A economia vem se recuperando. Antes, o Brasil chegou ao fundo do poço, na maior recessão da história, que começou no segundo semestre de 2014 e foi até o final de 2016. Agora há uma recuperação lenta, mas recuperação inegável.

Mesmo que a causa seja, em parte, a recessão, o país tem de aproveitar esse momento. Com a inflação controlada, abre-se a possibilidade para o Banco Central diminuir ainda mais os juros. Isso permitirá um aumento da atividade econômica.

Empresas têm maiores possibilidades de fazer investimentos, e isso significa abertura de vagas de trabalho, que aumentam o consumo e fazem a roda girar.

Em Brasília, com a proximidade do Natal e Ano Novo, lojas de rua e de shoppings registraram movimento crescente neste último fim de semana. Como não fez sol, a melhor opção foi ir aos shoppings que estavam lotados. Estima-se que as vendas, em média, devem crescer 6% neste fim de ano, mas há setores que podem registrar expansão de até 8%.

É o caso de celulares de última geração e de televisores modernos. No primeiro caso, as novidades despertam a atenção de consumidores ávidos por produtos novos. E no segundo, a Copa do Mundo de 2018 proporciona o momento adequado para que um pai presenteie a família com um televisor de última geração.

Mesmo o consumidor de perfil cauteloso está metendo a mão no bolso para comprar presentes, o que mostra que as estimativas de diferentes setores estão no caminho certo das vendas em alta.

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