Espaço Aberto
Edson de Castro
Dinheiro de plástico
06/06/2017
A cada dia, na sociedade brasileira o chamado dinheiro de plástico ganha maior presença no pagamento de despesas no comércio. Criado em 1950 nos Estados Unidos por Frank MacNamara, o cartão de crédito desembarcou no Brasil em 1954, quando o empresário tcheco Hanus Tauber adquiriu a franquia do Diners Club nos Estados Unidos e ofereceu sociedade ao empresário Horácio Klabin. O lançamento ocorreu em 1954, inicialmente como um cartão de compra, não de crédito.

No entanto, a popularização dessa forma de pagamento se deu a partir dos anos 70. Naquela época, o Cartão Nacional, do extinto Banco Nacional, trazia a foto do portador do cartão como forma de evitar fraudes.

Hoje, passados 67 anos da entrada dos cartões no Brasil, eles respondem por mais de 87% do faturamento do comércio, principalmente em lojas do varejo, bares, restaurantes, hotéis e outros estabelecimentos. Nos Estados Unidos, o cartão é sinônimo de prestígio e de credibilidade.

No Brasil, os cartões começaram a deslanchar quando foram adotados por grandes empresas do varejo que, assim, expandiram seus negócios popularizando essa forma de pagamento.

Agora mesmo, para o dia dos namorados – 12 de junho - no Distrito Federal, o comércio registra que 90% das despesas são pagos com cartões. É que o consumidor quer mais prazo para pagar despesas. A grande jogada que os cartões oferecem consiste no consumidor pagar a fatura mensal de uma só vez e não optar pelo parcelamento que tem juros exorbitantes acima de 410% ao ano.

Na década de 80, ter quatro ou cinco cartões de crédito era sinal de poder e prestígio. Só que o pagamento da anualidade pesava. Hoje, o ideal é ter apenas um e nele concentrar todas as despesas para ganhar milhas de viagem. É mais inteligente.

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