Espaço Aberto
Edson de Castro
O Brasil está mudando
09/01/2018
O mercado financeiro espera que a inflação de 2018 seja de 3,95%. E não mais 3,96%. É um claro sinal de que o poder de compra do consumidor está aumentando depois que a taxa inflacionária atingiu 14% há uns quatro anos.

Adotando medidas para reduzir a inflação e os juros, a equipe econômica está no caminho certo. 

Falta a correção dos índices de empregabilidade porque o país convive com 12 milhões de desocupados. Antes, eram mais de 13 milhões. Os resultados positivos nesse campo demoram a surgir porque dependem de uma conjunção de fatores.

Os números da economia no último mês de 2017 demonstram que, aos poucos, o país e a economia vão mudando para melhor. 

Um exemplo: no natal de 2016, o crescimento das vendas no comércio do Distrito Federal não passou de 2,5% porque a inflação ainda estava incomodando.

Agora, no último natal, a expansão das vendas atingiu a marca de 5,5%. O que se viu em dezembro foi um cenário composto por shoppings lotados, falta de vagas nos estacionamentos e comércio de rua bem movimentado, apesar do mau tempo reinante em vários dias que antecederam o natal.

Praticamente houve um empate técnico entre o crescimento das vendas em todo o país (5,6%, segundo pesquisas) e o percentual do DF (5,5%). Roupas, brinquedos, calçados e objetos para o lar foram alguns dos presentes mais procurados.

Os cartões de crédito bateram um recorde respondendo por 96% do faturamento do comércio, num claro sinal de que o consumidor quer mais prazo – pelo menos 30 dias – para começar a pagar as compras. 

A queda da inadimplência no último trimestre de 2017 ajudou no crescimento do faturamento das lojas.

Além disso, os shoppings investiram mais de R$ 12 milhões em decoração, mídia e premiação para atrair consumidores de todas as camadas sociais. 

O resultado foi dos mais expressivos, principalmente, nos que funcionaram até à meia-noite nos cinco dias antes do natal em Brasília.

No dia 26 de dezembro começou a temporada de trocas de presentes e de liquidações no comércio. Vai até 31 de janeiro. Até lá, espera-se que os dois fenômenos produzam aumento de 2% no faturamento das lojas. 

As que estão liquidando vendem com descontos que até 60% e ficam cheias, notadamente, nos fins de semana.

Detalhe importante: de cada 100 pessoas que compram em liquidações, 75% são mulheres, que entendem mais de moda do que muitos homens. 

Estima-se que pelo menos 1.500 lojas estejam liquidando no DF. 

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