Espaço Aberto
Edson de Castro
Páscoa de boas vendas
27/02/2018
Este ano, o domingo de Páscoa será no dia 1º de abril. Desde já, o comércio do Distrito Federal está estocado para atender a demanda. Pesquisa do Sindicato do Comércio Varejista – Sindivarejista – indica que os lojistas esperam aumento de 3% nas vendas contra 2% da Páscoa de 2017.

Vários fatores contribuem para o cenário de otimismo, a começar pela redução da inflação e dos juros ao consumidor dentro da política adotada pela equipe do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Quando quem vai comprar produtos nas lojas vê os juros mais baixos e sinais de queda das taxas inflacionárias, fica claro que o poder de compra vem aumentando a cada ano.

O reflexo imediato é o aumento nos índices de venda. Desde 2016, nas datas especiais (dia das mães, dos namorados, dos pais, da criança e Natal) as vendas vêm crescendo não apenas em Brasília, mas quase em todo o país.

Voltando a Brasília, há que se destacar os esforços do governador Rodrigo Rollemberg visando manter em dia o pagamento do funcionalismo. 

Paralelamente, os Três Poderes pagam em dia os servidores, o que contribui para os resultados positivos do comércio e para a manutenção dos empregos gerados pelo setor (mais de 100 mil pessoas ocupadas).

Nos últimos dois anos, a desaceleração da inadimplência ganhou intensidade no Brasil. Os indicadores continuavam crescendo, mas a taxas menores do que as verificadas anteriormente. 

Em março de 2017, o número de consumidores negativados registrou a primeira queda na comparação anual. Mesmo com as quedas observadas em alguns meses, o ano passado terminou com um crescimento de 1,27% no número de negativados. Esse crescimento não foi homogêneo, no entanto, e uma diferença relevante é encontrada na evolução da inadimplência por faixa etária.

De acordo com o Indicador de Inadimplência do Serviço de Proteção ao Crédito e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, o número de negativados mais jovens, com idade entre 18 e 24 anos, recuou 21,96% em janeiro de 2018. Em contraste, na faixa etária de 65 a 84 anos, o total de negativados avançou 6,19%.

O indicador mostra que diante das consecutivas quedas, a participação dos mais jovens no total de devedores caiu de 13,60%, em janeiro de 2010, para 6,12% em janeiro de 2018. Em termos absolutos, estima-se que, em janeiro, havia 4,81 milhões de consumidores negativados com idade entre 18 a 24 anos.

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