Espaço Aberto
Edson de Castro
Um Natal bem diferente
20/12/2017
O Brasil, com quase 200 milhões de habitantes, tem hoje 59,9 milhões de pessoas com alguma conta em atraso e com o CPF – Cadastro de Pessoa Física – impedido de contratar crédito ou fazer compras parceladas.
No Distrito Federal, dos 3 milhões de habitantes pelo menos 520 mil têm alguma tipo de dívida (cartão de crédito, televisão por assinatura, mensalidade escolar e/ou condomínio).

No entanto, esses números não comprometem o otimismo moderado do comércio varejista brasileiro e do Distrito Federal, em particular, em relação ao faturamento do setor neste fim de ano, um ano de notícias boas na economia.

No primeiro caso, lojistas e entidades do eixo Rio-São Paulo preveem expansão de até 8% nas vendas do varejo para dezembro. Quanto à capital da República, setores conservadores estimam aumento de 6%, mas esse percentual pode chegar a 8% nos segmentos de celulares e de televisores modernos.

Afinal, 2018 será ano de Copa do Mundo e, por enquanto, os preços e as condições de pagamento estão a favor dos consumidores que desejam comprar um televisor de última geração para colocar na sala.
2017 vai terminar marcado como o ano em que o governo tomou uma série de medidas cujo epílogo foi a redução da inflação para apenas 2,5% de janeiro a novembro. Os juros ao consumidor caíram para 7% e podem ser reduzidos ainda mais – para 6,75% - no início de fevereiro, o que será benéfico para a economia porque isso aumenta o poder de compra da população.

Um dado curioso, porém, real sobre o natal. Tem-se em Brasília o maior gasto médio com o amigo oculto: R$ 64 contra R$ 61 do restante do país. Também em Brasília é pago o maior 13º salário do país, em termos proporcionais: R$ 4.230. O abono natalino injeta R$ 7,5 bilhões na economia do DF levando otimismo ao setor produtivo e certeza de melhores dias aos consumidores.

Em 2014, o 13º salário colocou na economia do DF R$ 5,8 bilhões. Em 2015, R$ 6,4 bilhões. Em 2016, R$ 7,4 bilhões. Agora, R$ 7,5 bi.

As vendas do comércio do Distrito Federal subiram 2% no natal de 2014. E caíram 3% no natal de 2015. Subiram 2,5% no natal de 2016. Por conta do histórico da economia este ano, lojistas estão certos de que o faturamento será positivo. 


Aos comerciantes, aos comerciários e aos consumidores desejamos um Feliz Natal e um Ano-Novo com boas notícias no cenário econômico.

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