Espaço Aberto
Edson de Castro
Uma nova realidade
16/01/2018
?Quem vai aos supermercados ou feiras sabe o quanto os preços caíram nos últimos 18 meses. Em que pese o reclamado aumento da gasolina, da energia elétrica e do gás de gasolina, não se pode negar que a inflação despencou. 

Antes, ela estava na casa dos 14% anuais e agora situa-se em 2,95% . Não custa recordar que nos anos 1980 os brasileiros conviviam com taxas inflacionárias acima de 80% por ano. Uma verdadeira loucura.

A vitória sobre a inflação construiu a rota da saída da recessão deixada por outros governos. Esse argumento é usado por integrantes da base aliada do governo no Congresso Nacional, onde se espera que a reforma da Previdência seja aprovada no dia 19 de fevereiro.

Ainda restarão uma sessão na Câmara e duas outras no Senado. No entanto, caso obtenha o sinal verde na fase inicial, deverá manter a performance nas três últimas etapas.

O governo federal apostou e investiu em uma campanha publicitária para explicar – principalmente pela televisão e pelo rádio, sem esquecer a internet – os pontos positivos da reforma mais polêmica dos últimos dez anos. 

A manobra deu certo porque, antes, grande parte da população não sabia os pontos positivos da matéria.

Investidores estrangeiros aguardam a aprovação da reforma para voltar a apostar no Brasil, o que vai gerar empregos e renda, além de aumentar a credibilidade do governo.

Outra boa notícia é que os resultados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relativos a novembro evidenciam nítida melhora. 

O volume de serviços cresceu 1% em relação a outubro, confirmando-se o resultado de levantamentos anteriores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Fecomércio de São Paulo. Outro aspecto importante da PMS é o de que o crescimento foi generalizado.

Dos cinco subsetores pesquisados, a liderança ficou com os itens transportes, serviços prestados às famílias e serviços de informação e comunicação, mas também avançou o item serviços profissionais, administrativos e complementares. Só o item outros serviços mostrou estabilidade.

A retomada dos serviços ocorre com atraso em relação à da indústria e do comércio, cujo avanço já era evidente desde meados do segundo semestre de 2017 e se fortaleceu no final do ano. Não há novidade no fato, pois a atividade de serviços no Brasil depende mais de outros segmentos do que nas economias desenvolvidas.
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