LBV
Paiva Netto
Fraternidade realizadora e direitos humanos
21/09/2017
Para a 58a sess√£o da Comiss√£o do Status da Mulher (CSW), que ocorreu na sede da ONU em Nova York, EUA, de 10 a 21 de mar√ßo de 2014, junto das recomenda√ß√Ķes da LBV √†s autoridades no evento, enviei mensagem publicada na revista BOA VONTADE Mulher, especialmente preparada para a ocasi√£o, em portugu√™s, ingl√™s, franc√™s e espanhol. Por oportuno, apresento a voc√™s, prezados leitores, alguns extratos:

A mulher tem sido o sustent√°culo verdadeiro de todas as na√ß√Ķes, quando integrada em Deus ou nos ideais mais nobres a que um ser humano possa aspirar: a Bondade Suprema, o Amor Fraterno, a Justi√ßa Supina, a Fraternidade Real ‚ÄĒ mesmo n√£o professando uma tradi√ß√£o religiosa. (...)

Congratulamo-nos com as vit√≥rias alcan√ßadas por meio das metas globais de desenvolvimento propostas pela ONU, a partir de 2000. Sabemos, por√©m, que h√° muito ainda a fazer pelo pr√≥ximo. Da√≠ a import√Ęncia dos temas debatidos pelos estados membros, delega√ß√Ķes internacionais, autoridades e demais participantes das reuni√Ķes promovidas todos os anos pelas Na√ß√Ķes Unidas durante a Comiss√£o do Status da Mulher.

Trata-se de oportuno momento para avaliar os acertos e empenhar-se ainda mais nas melhorias que devem ocorrer, visando a solu√ß√Ķes, por exemplo, no campo da educa√ß√£o, da sa√ļde, no combate √† pobreza e √† viol√™ncia, entre as quais a hedionda explora√ß√£o sexual de mulheres, jovens e meninas. Jamais podemos esmorecer no que se refere √† luta pela causa da dignidade humana e pela erradica√ß√£o das desigualdades sociais e de g√™nero no mundo.

√Č inadmiss√≠vel que no planeta, segundo estimativa da Organiza√ß√£o Mundial da Sa√ļde (OMS), uma a cada tr√™s mulheres sofra algum tipo de viol√™ncia (f√≠sica e sexual), tendo como autor, por vezes, o pr√≥prio parceiro.

√Č fundamental que igualmente se avance para a extin√ß√£o da diferen√ßa de sal√°rios entre os g√™neros, no acesso mais equ√Ęnime a posi√ß√Ķes gerenciais no mercado de trabalho e na divis√£o dos afazeres dom√©sticos entre homens e mulheres. Enfim, trata-se sempre de garantir os princ√≠pios de cidadania e os direitos humanos.

A propósito, acreditar que possa haver direitos sem deveres é levar ao maior prejuízo a causa da liberdade. (Importante é esclarecer que, quando aponto os deveres do cidadão acima dos seus próprios direitos, em hipótese alguma defendo uma visão distorcida do trabalho, em que a escravidão é uma de suas facetas mais abomináveis.) E prossigo: por isso, queremos que todos os seres humanos sejam realmente iguais em direitos e oportunidades, e cujos méritos sociais, intelectuais, culturais e religiosos, por mais louvados e reconhecidos, não se percam dos direitos dos demais cidadãos. Porquanto, liberdade sem fraternidade é condenação ao caos.

Trabalhamos, pois, por uma sociedade em que o Criador e Suas Leis de Amor e Justi√ßa inspirem zelo √† liberdade individual. √Č o que nos suscita o Natal Permanente de Jesus, a mensagem universalista do Libertador Divino, Aquele que, pelo Seu sacrif√≠cio, se doou pela Humanidade. Tudo isso para garantir seguran√ßa pol√≠tica, social, jur√≠dica, sob a Sua vis√£o divina (...).

A escritora, fil√≥sofa e feminista francesa Simone de Beauvoir (1908-1986) belamente expressou-se sobre a import√Ęncia da solidariedade e dedica√ß√£o ao pr√≥ximo ao dizer: ‚ÄúA vida conserva seu valor enquanto atribu√≠mos um valor √† vida dos outros, por meio do amor, da amizade, da indigna√ß√£o, da compaix√£o‚ÄĚ.

As virtudes reais, de fato, serão aquelas constituídas pela própria criatura na ocupação honesta dos seus dias, na administração dos seus bens e no respeito pelo que é alheio, na bela e instigante aventura da vida. Uma nação que se faça de tais elementos será sempre forte e inviolável.
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