LBV
Paiva Netto
O que fizemos da √°gua?
23/03/2018
Volto a falar-lhes do gravíssimo problema da falta d’água, que persiste em invocar nossa
meticulosa atenção, seguida de atitudes acertadas.
Na série de palestras que proferi no início dos anos 1990, a respeito do Apocalipse de Jesus, a
fim de torná-lo mais acessível aos simples de coração, trouxe, por exemplo, ao debate a questão
da poss√≠vel guerra pela √°gua em v√°rias regi√Ķes do planeta, j√° √†quela altura noticiada pela
imprensa.

Com tristeza e preocupação, vivenciamos nos dias atuais, até mesmo em metrópoles brasileiras,
o trágico fantasma da carência de água.
Além dos fatores climáticos, que, desde a Revolução Industrial, mais fortemente influenciamos
de forma condenável, o que temos feito com esse precioso líquido, fator básico da vida?

√Č f√°cil observar no mundo o ato criminoso do desperd√≠cio. √Äs crian√ßas, aos jovens e aos adultos,
insisto neste ensinamento: a migalha de hoje é a farta refeição de amanhã. E, por extensão, a gota
d’água de hoje é o abundante manancial do amanhã. E, nestes tempos, de agora mesmo.

Ajudemos a evitar o pior.

Em Apocalipse sem Medo (2000), ressaltei que, apesar dos esforços ecológicos de muita gente
boa, o ser humano ainda vive a poluir tudo, como na advertência do Profeta Isaías, 24:5: “Na
verdade, a Terra est√° contaminada por causa dos seus moradores, porquanto transgridem as
leis, violam os estatutos e quebram a Alian√ßa Eterna‚ÄĚ.

A água tornou-se pouca em diversos pontos do orbe, mas continua sendo maltratada. E o líquido
potável corresponde a menos de 3% do que existe no planeta. O restante é principalmente água
salgada, em torno de 97%. Como é que as coisas ficam? (...) Preservá-la não se resume a
medidas de governos. Exige decisivos cuidados que precisamos nós, cidadãos, ter também com
ela. √Č necess√°rio que deixemos de ser meros observadores e passemos a atuar como ativos
participantes. Afinal de contas, está em jogo a nossa própria existência. Exato: nossa própria
vida! E a corre√ß√£o disso demanda Justi√ßa e Boa Vontade, vistos como ant√≠doto contra a gan√Ęncia,
que, de t√£o cega, n√£o percebe estar cavando a sepultura inclusive para si mesma.

Aquecimento global

A cada pesquisa nova apresentada, a Ciência se convence de que a atuação humana tem
apressado o aquecimento do planeta. E as consequências estão aí, à vista de todos. A
complexidade dos desafios se intensifica, incluída a que afeta diretamente a economia das
na√ß√Ķes.

O Apóstolo Paulo, há dois milênios, em sua Epístola aos Gálatas, 6:7, deu uma lição que poderia
repetir hoje literalmente: “Ninguém se iluda, porque Deus não se deixa escarnecer. Aquilo que o
homem semear, ter√° de colher‚ÄĚ.

Ouçamos o alertamento bíblico. O Pai-Mãe Celestial certamente aguarda de nós bom senso e
muito trabalho em prol do bem-estar da Humanidade. Peçamos a Ele proteção para as
provid√™ncias terrenas; chuva para os lugares secos; um clima mais equilibrado para a sa√ļde das
pessoas. E n√£o desprezemos o poder da ora√ß√£o e da vigil√Ęncia coletivas.
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