LBV
Paiva Netto
Todo dia √© dia de √ćndio
19/04/2017
Os registros hist√≥ricos relatam que, no I Congresso Indigenista Interamericano, ocorrido no M√©xico, em 1940, representantes de diversos pa√≠ses convidaram os √≠ndios a se sentarem √† mesa para o debate cujo tema central era a pr√≥pria situa√ß√£o deles no continente americano. A princ√≠pio, os protagonistas do evento, receosos, n√£o compareceram. Por√©m, no dia 19 de abril, numa demonstra√ß√£o de cordialidade, aceitaram participar do acontecimento. Por isso, nessa data foi institu√≠do o Dia do √ćndio. O objetivo principal era o de exigir dos governos a cria√ß√£o de pol√≠ticas que salvaguardassem a cultura e a qualidade de vida dos povos ind√≠genas. No Brasil, em 2 de junho de 1943, o presidente Get√ļlio Vargas (1883-1954) assinou o decreto de lei no5.540, determinando que no pa√≠s aquela data tamb√©m fosse dedicada ao √≠ndio.

Ao longo do tempo, apesar dos esfor√ßos de garantir a eles o direito de viver em suas terras com dignidade, h√° muito o que fazer ainda. Eles s√£o merecedores do maior respeito. Os versos do entusiasta Jorge Ben Jor, na composi√ß√£o em parceria com o saudoso Tim Maia (1942-1998) e imortalizados na voz de Baby do Brasil c√° na Terra Brasilis, valem nossa reflex√£o: "(...) Pois todo dia, toda hora, era dia de √≠ndio/ Mas agora eles s√≥ t√™m um dia / O dia dezenove de abril (...)".

  Sep√©-Tiaraju

A hist√≥ria de nosso povo e de sua luta por tornar o pa√≠s soberano tem, na atua√ß√£o dos √≠ndios, cap√≠tulo dos mais relevantes. Grandes guerreiros o grafaram com as tintas da coragem e do amor ao torr√£o natal. Um deles, Sep√©-Tiaraju, guarani de S√£o Miguel das Miss√Ķes, teve seu nome inscrito em 18/4/2006, pelo Senado Federal, no Livro dos Her√≥is da P√°tria. A honrosa distin√ß√£o partiu de um projeto do senador pelo Rio Grande do Sul dr. Paulo Paim.

O Brasil que desejamos ver progredir, nunca deixando de lado seu natural esp√≠rito solid√°rio e fraterno, √© composto tamb√©m por decididas Almas, como a de um Sep√©-Tiaraju que, a 7 de fevereiro de 1756, na resist√™ncia √† invas√£o dos Sete Povos das Miss√Ķes, bradou: "Esta terra tem dono!".

De fato, esta terra √© de Jesus, a presen√ßa que a todos ilumina! E como gosta de saudar um Irm√£o √ćndio, grande amigo nosso, conhecido como Flexa Dourada (Esp√≠rito): "Salve, Jesus!".

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