André Brasil vence fácil nos 400m livre e fecha Mundial Paralímpico com 7 ouros
Rafael Franco
Cidade do México
07/12/2017 15h14
Maior destaque da sele√ß√£o nacional ao lado de Daniel Dias no Mundial Paral√≠mpico de Nata√ß√£o que se encerra nesta quinta-feira na Piscina Ol√≠mpica Francisco Marquez, na Cidade do M√©xico, Andr√© Brasil fechou a sua participa√ß√£o na competi√ß√£o conquistando o seu s√©timo ouro. A √ļltima medalha dourada veio na prova dos 400 metros livre na classe S10, na qual superou com facilidade o polon√™s Patryk Karlinsi em uma disputa apenas entre os dois na final realizada pela manh√£ (no hor√°rio local).

O nadador que leva o Brasil no seu sobrenome garantiu o ouro ao terminar a prova em 4min19s10, enquanto o advers√°rio da Pol√īnia ficou exatamente 14 segundos atr√°s, com 4min33s10.

Antes deste √ļltimo ouro, Andr√© tamb√©m assegurou lugar no topo do p√≥dio em outras quatro provas individuais na capital mexicana: os 100m costas, os 100m livre, os 200m medley e os 100m borboleta, assim com conquistou outras duas vit√≥rias em finais de revezamento com a equipe brasileira.

A √ļnica disputa por medalha em que Andr√© Brasil foi derrotado foi na prova dos 50 metros livre, no qual acabou sendo surpreendido pelo seu compatriota Phelipe Rodrigues, que ficou em primeiro e deixou o seu companheiro de sele√ß√£o com a medalha de prata.

Desta forma, Andr√© fechou este Mundial com um total de oito medalhas, sendo apenas uma delas prateada. J√° em seu hist√≥rico geral de participa√ß√Ķes na competi√ß√£o, ele agora contabiliza 22 de ouros e um total de 59 p√≥dios ao longo tamb√©m das edi√ß√Ķes de Durban-2006, na √Āfrica do Sul, de Eindhoven-2010, na Holanda, de Montreal-2013, no Canad√°, e de Glasgow-2015, na Esc√≥cia.

Esse Mundial, por sua vez, foi realizado por André em meio a uma fase complicada da sua vida pessoal, que vem o fazendo repetir constantemente nas suas entrevistas coletivas que não tem conseguido mais conviver durante o tempo que gostaria com o seu filho. Até por isso, enfatizou que o seu desgaste no evento mexicano foi muito mais mental do que físico.

"Acho que estou mais cansado mentalmente do que fisicamente. Realmente foi um ano difícil, está sendo bastante complicado estar aqui. A saudade é muito grande do meu moleque. A competição está sendo mais uma guerra mental do que uma guerra física. E hoje mostrei um pouco dessa minha força mental. Força de mudança, de troca de foco, de 'girar a chavinha', assim como eu fiz nos Jogos (Olímpicos do Rio), ao sair de dois quarto lugares para um bronze", ressaltou o nadador, logo após o ouro que conquistou nesta quinta-feira.

André Brasil também exibiu um certo ar de desabafo ao festejar o novo feito de sua carreira paralímpica, assim como lembrou que não deixou de ir ao pódio em nenhuma prova que realizou neste Mundial.

"Independentemente do que as pessoas falam, independentemente do que as pessoas pensam, estou aqui fazendo o meu papel e estou aqui ajudando a seleção. Hoje esse ouro só veio para coroar um campeonato que para todos foi bastante difícil, mas particularmente para mim, que me propus a nadar todas as provas, praticamente, sair daqui com oito medalhas em oito provas é extremamente gratificante", comemorou.

AE
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