Apagado, Borja luta por nova chance após longa má fase com a camisa palmeirense
Ciro Campos
S√£o Paulo
13/08/2017 06h50
O reforço por quem a torcida do Palmeiras lotou o aeroporto de Guarulhos para fazer festa na chegada ao clube virou coadjuvante, seis meses depois. Miguel Borja deve começar o segundo turno do Campeonato Brasileiro, neste domingo, às 16 horas, contra o Vasco, em Volta Redonda, no banco de reservas à espera de uma nova oportunidade para construir semestres à altura dos que viveu em 2016.

O colombiano veio do Atl√©tico Nacional por R$ 33 milh√Ķes, a contrata√ß√£o mais cara do futebol brasileiro no ano. Embora tenha marcado gol nos dois primeiros jogos, o atacante passou a viver per√≠odos de baixa. Na quarta-feira, enquanto o Palmeiras era eliminado na Copa Libertadores pelo Barcelona, do Equador, Borja sequer entrou e viu o jogo inteiro do banco de reservas.

Dias antes, o colombiano entrou em campo contra o Atlético-PR, no Allianz Parque, e acabou xingado por parte da torcida. Borja soma dez partidas e quase dois meses sem marcar.

Dentro do clube a explica√ß√£o para a demora do atacante em render se resume em adapta√ß√£o. Os t√©cnicos Eduardo Baptista e Cuca veem nele a dificuldade em entender o estilo de jogo brasileiro, mais intenso do que na Col√īmbia. Para tentar melhorar, o atacante recebe orienta√ß√Ķes individuais e v√™ v√≠deos sobre posicionamento.

Nos bastidores, Borja é considerado tímido. O idioma é um problema superado pouco a pouco, mas os colegas mais próximos dele ainda são o compatriota Mina e o venezuelano Guerra, ex-companheiro de Atlético Nacional.

"O Borja é querido por todos e está cada vez mais em casa. A fase de adaptação dele já está acabando ele já provou que tem qualidade. Ele é bastante brincalhão com o grupo, está se soltando", disse o zagueiro Luan.

A carreira do jogador de 24 anos se construiu em cima de ciclos semestrais marcantes. Até o começo de 2016, por exemplo, Borja era um atacante de carreira irregular. Nos primeiros seis meses do ano passado, porém, se destacou pelo modesto Cortuluá e foi o artilheiro do Campeonato Colombiano.

O feito not√°vel para quem jogava em time pequeno chamou a aten√ß√£o do Atl√©tico Nacional, para onde o atacante se mudou em julho. Nos quatro primeiros jogos, todos pela Libertadores, ele fez cinco gols, foi campe√£o e passou a se firmar nas convoca√ß√Ķes da sele√ß√£o do pa√≠s, inclusive para a disputa da Olimp√≠ada.

A ascensão meteórica fez o time de Medellín receber propostas do exterior pelo atacante. O Palmeiras precisou vencer a concorrência de clubes chineses para conseguir em fevereiro fechar com Borja. Desde então, o atacante passou seis meses no Brasil sem conseguir repetir os semestres que alavancaram a sua carreira em 2016.

No Palmeiras todos afirmam apoiar e ter a paciência para que Borja evolua. No momento, pelo clube brasileiro ele tem mais jogos e menos gols do que teve em seis meses tanto pelo Cortulá como pelo Nacional.

AE
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