McLaren evita prometer testes para S√©rgio Sette C√Ęmara na F√≥rmula 1 em 2019
Felipe Rosa Mendes
S√£o Paulo
08/11/2018 19h35
Mais novo brasileiro na F√≥rmula 1, S√©rgio Sette C√Ęmara ainda n√£o sabe se ter√° uma oportunidade de pilotar o carro da McLaren no pr√≥ximo ano. O mineiro de apenas 20 anos foi confirmado no in√≠cio da semana como piloto de testes e desenvolvimento do tradicional time da F√≥rmula 1 para 2019, mas a sua participa√ß√£o nas pistas ainda √© um inc√≥gnita.

"Muito do seu trabalho será baseado nos simuladores, no desenvolvimento", desconversou o também brasileiro Gil de Ferran, diretor esportivo da McLaren, nesta quinta-feira. "Mas não será apenas isso. Vamos trazer ele para dentro da família McLaren. Ele vai ter contato com os nossos engenheiros, com tudo o que fazemos. E vai ganhar familiaridade com a equipe, com os aspectos de preparo físico, marketing e contato com a imprensa. Acho que será um programa bem completo".

Questionado sobre a eventual participa√ß√£o do brasileiro em testes e treinos livres, Gil de Ferran disse que ainda √© cedo para planejar estas a√ß√Ķes. Geralmente, os pilotos de testes das equipes de F√≥rmula 1 ganham oportunidades em testes da pr√© ou da intertemporada. √Äs vezes, t√™m at√© a oportunidade de participar do primeiro treino livre de alguma etapa do campeonato.

"O foco principal √© no desenvolvimento de suas habilidades, suas contribui√ß√Ķes para a equipe, e tamb√©m em ir bem na F√≥rmula 2", disse o diretor esportivo da McLaren, que tamb√©m n√£o se disse preocupado com a aus√™ncia da Superlicen√ßa no curr√≠culo do piloto compatriota. "Acho que os pontos ser√£o consequ√™ncia. Como time, n√£o estamos focados nisso".

Para poder virar piloto reserva ou at√© mesmo titular da F-1, qualquer atleta precisa obter a Superlicen√ßa, que √© conquistada quando se soma no m√≠nimo 40 pontos nas categorias de acesso. O brasileiro ainda n√£o tem nenhum. Mas pode atingir este n√ļmero de uma vez s√≥ se terminar a temporada da F√≥rmula 2 entre os tr√™s primeiros colocados. No momento, Sette C√Ęmara est√° em sexto lugar, faltando apenas uma etapa para o fim do campeonato, em Abu Dabi, no final de novembro.

EXPERI√äNCIA - J√° envolvido com os eventos da McLaren, inclusive vestindo o uniforme da equipe brit√Ęnica, Sette C√Ęmara disse nesta quinta-feira que quer aproveitar a experi√™ncia que ganhar√° no tradicional time da F√≥rmula 1 para obter bons resultados na F-2, que disputar√° novamente na pr√≥xima temporada. "Acho que F√≥rmula 1 √© a F√≥rmula 2 com mais complexidades. H√° mais coisas acontecendo. Se eu puder fazer um bom trabalho, especificamente na pilotagem no simulador, isso vai me ajudar tamb√©m na F-2", afirmou o piloto mineiro.

"Na verdade, esse foi um dos motivos por que eu tive algumas dificuldades neste ano. √Č um esporte muito caro. Em compara√ß√£o a outros pilotos, eu tive menos quilometragem na pista. N√£o √© permitido fazer testes em carros da F-2, mas se pode testar outros carros de f√≥rmula, e em bons simuladores, o que eu n√£o fiz neste ano. Em 2019, pilotando num bom simulador, poderei me sair melhor. Acredito que quanto mais voc√™ pilota, melhor piloto voc√™ se torna. E vou trabalhar com o aux√≠lio dos engenheiros, o que deve ter um efeito positivo na minha temporada na F-2", comentou.

O brasileiro afirmou também que acredita estar bem preparado para assumir a função na McLaren, em comparação às temporadas anteriores, quando não tinha experiência suficiente, principalmente quando integrava o programa de jovens pilotos da Red Bull.

"A avalia√ß√£o que fiz quando sa√≠ da Red Bull foi que eu n√£o estava preparado ainda para aquela oportunidade, em termos psicol√≥gicos. Achava que era tudo ou nada. Faltou calma. Na verdade, tinha muita coisa para acontecer ainda. Precisei entender que o que importa √© o resultado", completou Sette C√Ęmara.

AE
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