A face do Ensino à Distância no Brasil
Foto: Reprodução internet
Erika Manhatys
07/12/2017 08h06

O sistema de ensino à distância (EaD) é uma antiga prática criada ainda no começo do último século.  À época, os educadores transmitiam seu conhecimento por meio de correspondências destinadas a seus aprendizes. Na década de 40, uma importante mudança foi adotada pelos cursos não-presenciais, a utilização de material didático impresso e oferecido pelo Instituto Universal Brasileiro. Avançando no tempo, outra grande novidade foi inaugurada na modalidade de ensino à distância, em 1995, a rede Globo, em parceira com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo lançou o “Telecurso 2000”. A educação mediada tomava novos rumos, mais inclusivos e massificados.

A legislação pautou o EaD somente em 1996, com a publicação do Decreto 1.917/96 e da Lei 9.394/96, que criam respectivamente: a Secretaria de Educação à Distância, vinculada ao Ministério da Educação; e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Ambos dispositivos legais reconhecem e asseguram a viabilidade do EaD no Brasil. Outras leis foram sendo criadas até o atual momento, visando facilitar o acesso do público às instituições de ensino superior.

Os números da EaD

Segundo o último Censo da Educação Superior referente ao ano de 2016, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o número de estudantes a ingressar na graduação apresentou alta em relação a 2015. Foram três milhões de novo universitários, o que corresponde a um crescimento de 2,2%. Enquanto nos cursos presenciais houve decréscimo no número de ingressantes de 3,7%, a modalidade a distância aumentou mais de 20% entre os dois anos.

Hoje, o EaD detém 18,6% dos alunos de graduação do país, totalizando 1.494.418 milhão de estudantes que optaram pela modalidade não-presencial. 

Os cursos com habilitação em licenciatura são líderes na modalidade à distância. Nas instituições privadas de ensino, 60% dos alunos de licenciatura estão matriculados no EaD. Os cursos de tecnólogo também possuem um grande público, na rede privada o percentual é de 41%.

O perfil do aluno no EaD

A Associação Brasileira de Educação à Distância (Abed) revelou em seu Censo EAD.BR de 2016/2017, que a maior parte dos alunos de cursos não-presenciais é formada por “trabalhadores que estudam”, característica bastante marcante na modalidade. Os alunos que trabalham correspondem a 75% nos cursos EaD, já na modalidade presencial, eles representam apenas 24% do total. Em relação à faixa etária, os alunos que preferem o estudo à distância concentram-se entre os 26 e 30 anos e entre 31 e 40 anos, segundo o Censo EAD.BR. 

EaD em Brasília 

O Distrito Federal é a 5ª unidade federativa com maior número de instituições fornecedoras de cursos EaD. Uma delas é a Universidade Católica de Brasília (UCB), que desde a criação dos cursos de graduação à distância, já totalizou 19 mil alunos matriculados. Segundo a analista Laura Neves, da Diretoria-Geral da Católica EaD, os cursos mais procurados são: Administração, Ciências Contábeis e Gestão de Recursos Humanos. Ela informa que o perfil dos alunos da instituição não se distancia do informado pelo censo: “As pessoas que escolhem estudar a distância geralmente são jovens adultos que já desenvolvem uma ocupação profissional. Eles escolhem essa modalidade para conciliar as suas atividades diárias com a rotina de estudos em razão da flexibilidade de horários possibilitados pela EaD e pelo valor da mensalidade ser mais acessível se comparado a um curso presencial.”
 

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