A violĂȘncia no Distrito Federal em nĂșmeros
Foto: Reprodução internet
Erika Manhatys
14/11/2017 07h37

Na última década, a segurança pública no Brasil vem enfrentando uma batalha contra os crimes violentos em todo território nacional. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou os dados do “Atlas da Violência”, que abrange os anos de 2005 a 2015 e traça a evolução da violência no país. Segundo o atlas, todos atentados terroristas ocorridos nos cinco primeiros meses de 2017 mataram menos pessoas do que três meses de violência no Brasil.

No Distrito Federal, a situação não é diferente dos índices nacionais. A cada ano, percebe-se uma discreta retração nos números, mas não o suficiente para aumentar a sensação de segurança na população. A taxa de Mortes Violentas Intencionais (MVI), aquelas decorrentes de crimes como homicídio doloso, latrocínio e lesão corporal seguida de morte, no DF em 2015, foi de 23,8 mortes a cada 100 mil habitantes. Já em 2016, foram 22,1. Este número colocou o DF a frente de estados como São Paulo e Minas Gerais, que registraram em 2016: 11,0 e 20,8 mortes violentas a cada 100 mil habitantes, respectivamente.

Os crimes mais comuns

Homicídio doloso – em 2015, o DF registrou 21,2 assassinatos a cada 100 mil habitantes. Em 2016, foram 19,7.

Estupro – os crimes e estupro no DF totalizaram em 2015, 21,4 casos e em 2016, 22,4 a cada 100 mil habitantes. As taxas de tentativas de estupro foram 2,6 e 2,7.

Roubo e furto de veículos – estes crimes são tipificados como violentos não letais, o DF registrou taxa maior que a nacional. Foram 747,3 casos a cada 100 mil habitantes, em 2016. Já o índice nacional foi de 588,2.

O perfil da vítima

Jovens

Nos onze anos abordados pelo Atlas da Violência, mais de 318 mil jovens foram assassinados. Foram 31.264 homicídios, apenas em 2015, de pessoas entre 15 e 29 anos. Esta parcela da sociedade continua sendo a mais afetada pelos crimes violentos que resultam em óbito. Cerca de 92% de todos os casos de MVI vitimam jovens.

Negros

A cor da pele é outro ponto observado na quantidade de assassinatos em território nacional, a cada 100 vítimas, 71 são negras. Segundo dados da pesquisa, pessoas negras têm 23,5% mais chances de serem assassinadas em relação às demais etnias, já descontando efeitos da idade, escolaridade, residência, sexo e estado civil.

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