Adoção: um conto real com final feliz após os traumas
Foto: Reprodução internet
Erika Manhatys
25/05/2018 08h04

Hoje, 25 de maio, é celebrado o Dia Nacional da Adoção. No Brasil, existem hoje 8,7 mil crianças em situação de abandono, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A maior parte já está apta para integrar uma família, são 4,9 mil esperando alguém que as leve para casa e apresente um lar. No Distrito Federal, há atualmente 117 crianças nesta situação.

O relatório apresenta um saldo bastante positivo em relação aos pretendentes, o cadastro nacional possui 43,6 mil pretendentes, dos quais 40,6 mil já estão habilitados ao processo de adoção. Só no DF, há 513 famílias aguardando a chegada de uma criança que esteja alinhada às características desejadas.

Perfil das crianças

Raça
Das mais de oito mil crianças cadastradas no sistema de adoção, 4,2 mil são pardas (48%); 2,9 mil são brancas (33%); 1,4 mil são negras (17%); 25 crianças são indígenas (0,2%) e 13 são da raça amarela (0,1%).

Sexo
A diferença entre o sexo das crianças não apresenta uma variação grande, são 4 mil meninas (45%) e 4,7 mil meninos (55%).

Idade
As crianças estão distribuídas entre idades de menos de um ano, que são a menor parcela (3,4%), a 17 anos. A maior concentração é de adolescentes entre 13 e 17 anos, juntos eles representam 3,2 mil (37%)

Preferência dos adotantes

Raça
Do total de cadastrados (43,6 mil), 7,2 mil declararam aceitar somente crianças: brancas, 1,8 mil pardas, 373 negras, 36 pardas e 24 crianças da raça amarela. Já 20,9 mil (47%) disseram aceitar qualquer criança independente da raça.

Idade
A expressiva maioria dos pretendentes prefere crianças de zero a oito anos, eles somam 41,1 mil (93%). 

Irmãos
A grande parte dos pretendentes não deseja adotar irmão, são 27,8 mil (63,9%). Entretanto, existem 15,7 mil (36%) que não se importam em adotar mais de uma criança com vínculo sanguíneo.

Saúde
Dos 43 mil, 27,5 desejam crianças sem doença aparente (63%); 2,6 mil declararam aceitar crianças com deficiência física (6%); 1,4 mil aceitam crianças com deficiência mental (3,2%) e 2 mil aceitam crianças portadoras de HIV (4,6%). 

Como se candidatar

O pretendente deverá ter mais de 18 anos, independente do estado civil, deve-se respeitar diferença mínima de 16 anos de diferença entre o adotante e o adotando.  Ele precisa constituir um advogado ou defensor público para ajuizar o processo de habilitação para adoção, com cópia de documentos pessoais e outros que atestem boas condições de saúde física e mental, além de nada consta cível e criminal. O próximo passo é participar do curso de preparação psicossocial e jurídico promovido pela Vara da Infância e Juventude do DF. Em seguida, o candidato passará por entrevistas técnicas e receberá a visita domiciliar dos técnicos, que redigirão relatório sugerindo ou não a habilitação do pretendente. 

Após o trâmite do relatório que passará pelo juiz e Ministério Público, o candidato aprovado entra automaticamente na fila de adoção. A Vara da Infância avisará quando tiver uma criança disponível dentro do perfil escolhido e apresentará o histórico da criança. Com a aprovação do perfil, pretendente e criança se conhecem e a partir daí, formarem um laço de intimidade, com visitas constantes e passeios externos. Se a experiência for positiva para ambos os lados, o candidato ganha a guarda provisória e a criança vai morar com a nova família. Os técnicos da justiça farão visitas e entrevistas até a apresentação de avaliação conclusiva, quando finalmente a guarda definitiva será determinada pelo juiz e a nova família termina o processo de adoção. Neste momento, a criança passa ater todos os direitos de um filho biológico, com a possibilidade dos pais trocarem o primeiro nome e inserir seu sobrenome no registro do novo membro.
 

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