Alckmin monta chapa de consenso para executiva do PSDB
Pedro Venceslau, enviado especial
Brasília
07/12/2017 20h24
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, conseguiu nessa quinta-feira, 7, costurar um acordo político para formar a próxima direção executiva nacional do PSDB. Após uma série de conversas com o governador de Goiás, Marconi Perillo, e os senadores Tasso Jereissati (CE) e Aécio Neves (MG), Alckmin formatou uma direção que contempla todas as correntes internas.

Ap√≥s desistirem de disputar a presid√™ncia do PSDB para apoiar o governador paulista, Jereissati e Perillo devem ser contemplados com cargos de destaque. O senador cearense deve assumir o Instituto Teot√īnio Vilela, bra√ßo te√≥rico do partido que recebe 20% dos recursos do Fundo Partid√°rio por m√™s - cerca de R$ 1 milh√£o. J√° Perillo deve ser indicado para a 1¬į vice-presid√™ncia tucana e pode assumir o comando do partido em agosto para que Alckmin se dedique apenas a elei√ß√£o presidencial.

O novo estatuto do PSDB, que deve ser aprovado sábado na convenção do partido em Brasília, prevê uma linha de comando vertical na vice presidência da legenda. Atualmente, os 8 vice-presidentes tem o mesmo status.

Aliado de Aécio, o deputado federal Marcus Pestana (MG) deve assumir outro posto chave: a secretaria-geral. Atual ocupante do cargo, o deputado Silvio Torres (SP), aliado de Alckmin, deve migrar para a tesouraria do PSDB.

"Precisamos organizar o centro político para nos contrapor aos extremos. A preliminar será a nossa unidade, que é a coisa mais preciosa para dialogarmos com outras forças políticas", disse Marcus Pestana à reportagem.

Segundo o deputado, os √ļltimos ajustes ser√£o feitos amanh√£. Alckmin deve desembarcar nesta sexta-feira em Bras√≠lia para prestigiar as elei√ß√Ķes dos grupos setoriais do PSDB - Juventude, Tucanafro, Mulheres e Diversidade.

AE
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