Bolsonaro critica mudanças na campanha de Haddad
F√°bio Grellet
Rio
11/10/2018 21h29
O candidato do PSL √† presid√™ncia da Rep√ļblica, Jair Bolsonaro, acusou seu advers√°rio na disputa, o petista Fernando Haddad, de mudar o teor e as propostas de sua campanha para se aproximar dos planos defendidos pelo pr√≥prio Bolsonaro: "Daqui a pouco (Haddad) vai dizer que √© Bolsonaro 17", disse, ironicamente. A afirma√ß√£o foi feita durante discurso de 16 minutos transmitido ao vivo pelo Facebook na noite desta quinta-feira, 11.

"Ele já mudou as cores do seu partido, não tem mais vermelho, agora é verde e amarelo, um autêntico camaleão. Passou a defender a família, coisa que ele atacava lá atrás, enquanto ministro da Educação. Vocês lembram do famigerado kit gay. Apagou da sua página oficial a nota de apoio ao governo da Venezuela, defende agora a posse de armas de fogo. Daqui a pouco ele vai dizer que é Bolsonaro 17", afirmou.

O candidato do PSL tamb√©m criticou a retirada de fotos do ex-presidente Luiz In√°cio Lula da Silva (PT) do site de Haddad e a decis√£o do candidato petista de n√£o ir mais visitar Lula na pris√£o. Bolsonaro cogitou o motivo pelo qual as visitas foram suspensas: "N√£o sei se para amenizar e ganhar votos ou se Lula est√° ficando constrangido com a visita dele, dada a quantidade de mentiras e seu fracasso por ocasi√£o das elei√ß√Ķes", afirmou.

Bolsonaro comentou alguns itens do programa de governo de Haddad. Ao referir-se a uma proposta relativa à imprensa, o candidato afirmou: "Nossos amigos da imprensa, em especial aqueles que não gostam de mim, têm todo o direito de não gostarem de mim, mas não podem fugir da verdade". Ao dizer que o PT pretende controlar a liberdade de imprensa, comparou: "Qual a imprensa de Cuba, da Venezuela, da Coreia do Norte?"

O candidato tamb√©m criticou medidas previstas pelo programa de governo do PT relativas √† seguran√ßa p√ļblica, ao uso de drogas, √† administra√ß√£o penitenci√°ria e aos impostos, entre outros. Ao criticar a proposta de descriminaliza√ß√£o do consumo de drogas, ele foi enf√°tico: "Voc√™ vai no banheiro do aeroporto tem algu√©m da empresa a√©rea fumando cigarr√£o de maconha, a√≠ voc√™ vai entrar no avi√£o e ele est√° l√°. No Uruguai, onde o presidente fez isso, s√≥ aumentou a viol√™ncia".

AE
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