Copom entendeu que redução moderada de ritmo deve se mostrar adequada, diz Ilan
Fabrício de Castro
Brasília
19/06/2017 11h42
O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse nesta segunda-feira, 19, em S√£o Paulo, que o Comit√™ de Pol√≠tica Monet√°ria (Copom) entendeu, em sua √ļltima reuni√£o, "que uma redu√ß√£o moderada do ritmo de flexibiliza√ß√£o monet√°ria em rela√ß√£o ao ritmo adotado deve se mostrar adequada em sua pr√≥xima reuni√£o". O pr√≥ximo encontro do colegiado ocorre em julho.

O coment√°rio de Goldfajn, feito a uma plateia de investidores em evento do Bradesco, retoma ideia contida nas √ļltimas comunica√ß√Ķes do BC, inclusive a ata do encontro mais recente do Copom. "Naturalmente, o ritmo de flexibiliza√ß√£o continuar√° dependendo da evolu√ß√£o da atividade econ√īmica, do balan√ßo de riscos, de poss√≠veis reavalia√ß√Ķes da estimativa da extens√£o do ciclo e das proje√ß√Ķes e expectativas de infla√ß√£o", pontuou Ilan.

O presidente do BC voltou a afirmar ainda que a extens√£o do ciclo de corte de juros vai depender da evolu√ß√£o da atividade econ√īmica, dos fatores de risco e das proje√ß√Ķes e expectativas de infla√ß√£o para 2018 e 2019. Depender√° ainda, de acordo com ele, das estimativas da taxa de juros estrutural da economia - a taxa que, em tese, permite crescimento sem gerar infla√ß√£o.

"O aumento recente da incerteza associada à evolução do processo de reformas e de ajustes necessários na economia brasileira dificulta a queda mais célere das estimativas da taxa de juros estrutural e as torna mais incertas", disse Ilan Goldfajn. "Essas estimativas naturalmente envolvem incerteza e poderão ser reavaliadas ao longo do tempo."

Ainda assim, ele afirma que o cen√°rio atual prescreve a continuidade do ciclo de cortes de juros, "j√° considerando os atuais riscos em torno do cen√°rio e as estimativas de extens√£o do ciclo". A continuidade √© poss√≠vel em fun√ß√£o das expectativas de infla√ß√£o ancoradas, das proje√ß√Ķes de infla√ß√£o em torno da meta para 2018 e um pouco abaixo da meta para 2017, e do elevado grau de ociosidade na economia.

Ilan destacou ainda que o BC tem procurado comunicar "a racionalidade econ√īmica que guia suas decis√Ķes, explicitando as condicionalidades que determinam a evolu√ß√£o da pol√≠tica monet√°ria". Isso, segundo ele, contribui para aumentar a transpar√™ncia e melhorar a comunica√ß√£o do Comit√™ de Pol√≠tica Monet√°ria (Copom).

O presidente do BC repetiu ainda a ideia de que a flexibilidade do regime de metas de infla√ß√£o permite adequar a pol√≠tica monet√°ria aos poss√≠veis cen√°rios prospectivos. Al√©m disso, pontuou novamente que "n√£o h√° rela√ß√£o direta e mec√Ęnica entre o aumento de incerteza e a pol√≠tica monet√°ria".

AE
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