Especial
Cresce o nĂșmero de mulheres eleitas no DF
Foto: reprodução
ANDRESSA MENEZES
11/10/2018 06h00

Pela primeira vez na história, o Distrito Federal elegeu mais mulheres do que homens na Câmara dos Deputados, esse marco fi cará registrado na história da política local, pois de oito cadeiras que a unidade federativa tem direito, cinco vão ser ocupadas por representantes femininas no mandato de 2019 a 2022. As mulheres eleitas foram: Paula Belmonte (PPS), que é a favor da educação infantil universal e também do direito das mulheres a um pré-natal de qualidade; Celina Leão (PP) que criou a iniciativa onde empresas do DF que contribuírem com ações e projetos a favor da valorização da mulher no mercado de trabalho sejam reconhecidas com o selo Empresa Amiga da Mulher. A Flávia Arruda (PR), que além de ser a federal mais votada no DF, destacou em sua campanha projetos que ajudou a desenvolver durante o governo de seu marido, como o ‘Mãezinha Brasiliense’; Érika Kokay (PT) que é titular da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher no Congresso e a Bia Kicis (PRP), que enfatizou durante sua campanha apoio ao combate a corrupção, a impunidade, a defesa e a segurança pública. O Alô entrou em contato com Celina Leão (PP), deputada que recebeu 31.610 votos, para ocupar uma das cadeiras da Câmara dos Deputados. Em entrevista, Celina destacou a importância da representatividade feminina em relação à criação de políticas públicas, pois para ela, ter mulheres no poder é uma oportunidade para a criação de mais ações em defesa da população. “Acredito que nós mulheres, temos um olhar mais sensível às questões de violência, agressões e desigualdades que tomam conta do país”. Por outro lado, apesar de 2014 para cá a evolução da bancada feminina na Câmara seja de 51 para 77 representantes, o nosso país ainda continua abaixo da média da América Latina, com 15% de mulheres na Câmara dos Deputados, onde o número de mulheres parlamentares nas Câmaras de Deputados ou Câmaras Únicas é igual a 28,8%. Celina ressalta que apesar da melhoria, o Brasil precisa de mais mulheres inseridas nesse meio para que exista igualdade. “Embora essa seja a maior bancada feminina dos últimos tempos, no total do Congresso ainda é baixa a representatividade das mulheres na política. Precisamos de muito mais para que haja uma igualdade justa”.

OUTRAS REPRESENTATIVIDADES

A Câmara Legislativa terá entre os 24 parlamentares um deputado distrital assumido gay, o Presidente regional do Psol, Fábio Felix. Esse é um grande avanço para a comunidade LGBT, pois além de Fábio, em outros locais do Brasil essa representatividade aumentou. Entre os concorrentes a vaga de deputada federal no DF, Paula Benett que mora no DF há 20 anos. Atuou como secretária do segmento LGBT no PSB, representante da RedeTrans no DF e conselheira do Conselho da Mulher do DF. Ela não conseguiu o número de fotos exigidos, mas definitivamente, marcou presença em meio as eleições com maior diversidade. A Assembleia Legislativa de São Paulo também ultrapassou barreiras com a eleição da primeira deputada transgênero, a Erica Malunguinho da Silva (Psol), com 54,4 mil votos. Além de Erica, a população trans contou com mais duas vitórias, com as candidaturas estaduais e coletivas envolvendo a Erika Hilton (Banca Ativista), do Psol e a Robeyoncé Lima (Juntas), que também é do mesmo partido político.

Da redação do AlÎ Brasília
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