Filas nos postos de Brasília: combustível começa a faltar
Foto: Marcello Casal Jr/AgĂŞncia Brasil
Reynaldo Rodrigues
25/05/2018 08h11

O brasiliense amanheceu na quinta-feira (24) com a preocupação da escassez de combustível e correu para os postos. O resultado são filas em diversas regiões do DF. Na noite do dia anterior (23), pelo menos cinco postos na região central da capital federal tinham filas com mais de 20 carros aguardando para abastecer. O que continuou durante o dia. 
Os caminhoneiros entraram nesta quinta-feira (24) no quarto dia de manifestações contra o preço elevado dos combustíveis. Na noite desta quarta-feira (23), o presidente da Petrobras, Pedro Parente, anunciou uma redução de 10% no valor do diesel nas refinarias por 15 dias. A decisão, segundo ele, busca contribuir com uma possível trégua no movimento da categoria.

Procon fiscaliza postos no DF

Na noite desta quarta-feira (23), a população do Distrito Federal encontrou postos de combustíveis praticando preço abusivo. Os valores oscilavam de R$ 8 a R$9,99.  Na manhã seguinte, o governador Rodrigo Rollemberg determinou uma fiscalização do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-DF) em todas as Regiões Administrativas para punir o aumento abusivo do combustível.

Rodovias interditadas

A quinta-feira foi marcada pela incerteza da polução, no que diz respeito a conseguir sair ou voltar para casa. Na BR 020 que liga Formosa (GO), ao Plano Piloto, o clima de protesto era evidente, muitos caminhoneiros se reuniram na altura de Sobradinho, atearam fogo em pneus e erguiam faixas em protesto dos valores abusivos do combustível, mas sem deixar claro se fechariam a pista ou não.
Por outro lado em frente ao terminal base da Petrobras em Brasília, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), acontecia novamente uma manifestação, que ocorre, praticamente, em todo o país. Eles tentavam impedir a saída de caminhões de abastecimento. Foram cerca de 30 caminhoneiros, que gritaram palavras de ordem e seguram uma faixa com os dizeres: “Aviso aos tanqueiros: se sair pra entrega, vamos quebrar”. Do local, saem caminhões-tanque que distribuem combustível para os postos do Distrito Federal e do Entorno.

Classe divida

Após reunião no Palácio do Planalto o movimento dos caminhoneiros grevistas ficou dividio. A maioria das dez entidades que participaram do encontro aceitou o pedido do governo para o fim da paralisação. Por outro lado, um outro grupo capitaneado pela Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam). Após o encontro, o presidente da Abcam, dsse que seu grupo manterá a greve até que o Senado Federal vote a proposta.

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