FMI vê expansão de 1,8% do PIB do Brasil em 2018
Ricardo Leopoldo, correspondente
Nova York
11/07/2018 22h26
O Brasil registra "uma suave recupera√ß√£o", apoiado pela pol√≠tica monet√°ria acomodat√≠cia e por medidas fiscais, mas a economia do Pa√≠s registra um desempenho abaixo do potencial, a d√≠vida p√ļblica √© alta e est√° subindo e as perspectivas de crescimento no m√©dio prazo continuam "n√£o inspiradoras", em meio √† aus√™ncia de reformas, afirmou o Conselho Executivo do Fundo Monet√°rio Internacional (FMI) no comunicado sobre a conclus√£o das consultas do cap√≠tulo IV para o Brasil. O documento mostra proje√ß√£o de crescimento de 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano, abaixo da estimativa de expans√£o de 2,3% esperada pela institui√ß√£o em abril.

"O crescimento é projetado para 1,8% e 2,5% em 2018 e 2019, respectivamente, conduzido pela recuperação do consumo doméstico e pelo investimento", apontou o documento divulgado nesta quarta-feira. A projeção para o PIB de 2019 também estava em 2,5% em abril.

Na avalia√ß√£o do Fundo, como contraponto ao aperto das condi√ß√Ķes financeiras globais, o "compromisso com a busca de consolida√ß√£o fiscal, ambiciosas reformas estruturais e o fortalecimento da arquitetura do setor financeiro" s√£o necess√°rios para colocar o Brasil "em um caminho de forte, balanceado e duradouro crescimento".

O FMI destacou, ainda, que o Brasil precisa avan√ßar com o ajuste das contas p√ļblicas porque ressalta que, mesmo que os gastos federais continuem constantes em termos reais no n√≠vel registrado em 2016, a d√≠vida p√ļblica bruta deve continuar subindo e atingir√° um pico numa marca pouco acima de 90% do PIB em 2023. "A consolida√ß√£o fiscal √© chave para manter a confian√ßa na sustentabilidade da d√≠vida", destacou a institui√ß√£o. O FMI ressaltou, ainda, que "o Brasil tamb√©m √© vulner√°vel ao aperto das condi√ß√Ķes financeiras globais e poss√≠veis interrup√ß√Ķes no com√©rcio" e que esses riscos podem ser ampliados caso n√£o haja continuidade da agenda de reformas.

Ainda no comunicado, o FMI enfatizou que a inflação no Brasil atinge mínimas históricas, o que ocorreu, em boa medida, devido à fraqueza da economia, à queda de preços de alimentos e a expectativas bem ancoradas. "A inflação é projetada para subir na direção da meta de 4,25% em 2019 com dissipação de choque de preços de alimentos e redução do hiato do produto."

O Fundo destacou, ainda, que o d√©ficit de transa√ß√Ķes correntes atingiu 0,5% do PIB em 2017, com contra√ß√£o de importa√ß√Ķes motivada, em parte, pelo colapso de investimentos privados. Com a recupera√ß√£o da economia em curso, a institui√ß√£o acredita em uma piora das contas correntes, cujo d√©ficit deve ficar pr√≥ximo de 2% no m√©dio prazo. Por outro lado, o FMI afirmou que os bancos brasileiros s√£o resilientes, apesar de perdas registradas durante a recess√£o econ√īmica em 2015 e em 2016.

AE
Comentários

Carregando notícias...
COPYRIGHT © - PORTAL ALÔ - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS
ANUNCIE | FALE CONOSCO | COMERCIAL | EXPEDIENTE | TRABALHE CONOSCO