Jovem investe nos estudos por meio do esporte
Foto: Divulgação
14/03/2018 08h03

Ele tem somente 18 anos, mas o senso de gestão de um veterano. O estudante de Publicidade Lucas Meneguim organiza torneios de tênis desde os 15 anos. Atualmente, o promotor (e competidor) do San Marino Open, com premiação em dinheiro para os campeões, tem o objetivo de angariar verba com suas competições para estudar Business nos EUA a partir de agosto. O torneio segue até 25 de março e reúne cerca de 200 participantes nas quadras de saibro da Associação dos Servidores do Tribunal de Contas da União (ASTCU), no Setor de Clubes Sul.

Como surgiu a ideia de organizar esses torneios?

Eu pretendo estudar Business nos EUA a partir de agosto. Como jogo tênis desde criança e participo de competições, resolvi usar o esporte para garantir uma bolsa, provavelmente em Nova Iorque. Além disso, percebi que a organização de eventos aqui em Brasília poderia me ajudar a custear minha permanência durante o tempo que eu precisar morar lá.
 
Mas você organiza e também compete?

Pois é, são minhas duas paixões. Acredito que por meio do tênis eu possa sedimentar meu futuro, seja na área esportiva ou seja no campo da gestão. Não preciso abrir mão de um para seguir com o outro. Na minha vida, são ações complementares.

Quando começou a trabalhar com a promoção de eventos esportivos?

Aos 15 anos, quando eu queria fazer um torneio entre amigos em uma quadra residencial, com umas 20 pessoas, mas consegui apoio e divulgação e 60 pessoas se inscreveram. Precisei levar a disputa para um clube transformar em algo maior. Aos 16 ocorreu a mesma situação, só que ainda com mais participantes. Até minha ida para os Estados Unidos, em agosto, pretendo promover mais dois.

Como é feito do planejamento à execução desses torneios?

O primeiro passo é buscar possíveis apoios ligados ao esporte e o segundo e mostrar a esses patrocinadores em potencial que é interessante associar suas marcas ao evento. Essa é a parte mais complicada. Daí para frente é o que já sei fazer por costume: montar as chaves, colocar a arbitragem e buscar local para os jogos.

Quando você descobriu o mundo dos negócios?

Desde criança eu gostava de vender coisas. Eu costumava pedir para o pessoal da minha família fazer bolos e eu vendia para os amigos. Um tempo depois, já envolvido com o tênis, eu comecei a comprar equipamentos e produtos importados e revender para os colegas de treino. Desde então não parei mais.

Quem são suas inspirações?

Eu costumo observar muito o profissionalismo do suíço Roger Feder e o carisma do tricampeão de Roland Garros Gustavo Kuerten, o Guga. Tanto no mundo do tênis, quanto na vida fora das quadras, esses dois são grandes exemplos de atletas e cidadãos.

Um dia você terá de escolher entre jogar ou gerenciar. Como será nesse dia?

Eu tenho a meta de somar pontos para o ranking da ATP, onde está a nata do tênis mundial. Porém, sei que muito em breve terei de fazer uma escolha, ou o esporte ou a gestão. Estou me planejando para seguir competindo por alguns anos, mas acredito que a rotina de organização de torneios vai ser o caminho a ser seguido.
 

 

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