Maia defende combate a fake news com cuidado para evitar censura
Igor Gadelha
Brasília
13/06/2018 14h14
Pr√©-candidato ao Pal√°cio do Planalto, o presidente da C√Ęmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu nesta quarta-feira, 13, a import√Ęncia do combate √†s chamadas "fake news" (not√≠cias falsas) no Brasil. Ele ponderou, contudo, que o debate sobre a regulamenta√ß√£o das redes sociais deve ser feito com "todo cuidado" para que n√£o avance para nenhum tipo de censura.

"A discuss√£o da fake news √© uma discuss√£o muito importante, com todo cuidado para que uma regulamenta√ß√£o sobre esse assunto n√£o avance em nenhum tipo de censura", afirmou o parlamentar fluminense, durante caf√© da manh√£ com executivos e integrantes da Associa√ß√£o Brasileira de Emissoras de R√°dio e Televis√£o (Abert). Para Maia, esse debate √© importante principalmente para as elei√ß√Ķes deste ano.

"Isso √© muito importante, principalmente para um processo pol√≠tico. Com um processo eleitoral, faltando tr√™s dias, se entra uma informa√ß√£o falsa e ela consegue multiplicar, pode derrotar um candidato, pode dar vit√≥ria a outro", disse o presidente da C√Ęmara. Para ele, n√£o ser√° "saud√°vel" a concorr√™ncia se houver setores de comunica√ß√£o regulamentados e outros n√£o. "N√£o podemos ter sistemas tratando do mesmo assunto com regras distintas."

Maia afirmou que o debate sobre a regulamentação das redes sociais é importante porque essas plataformas abertas viraram estrutura de informação. Segundo ele, é preciso garantir que essas estruturas tenham a mesma responsabilidade que o "mercado regular" no Brasil. "Tem que pensar como vai regulamentar isso, sem interferir na liberdade do trabalho de cada um de vocês", afirmou.

Para o parlamentar fluminense, é preciso "aprofundar e criar, de fato, uma responsabilização, porque a informação caminha de qualquer jeito, ninguém é responsável por nada". "Acho até que nas redes sociais é mais fácil você encontrar a pessoa e depois procurar um reparo ao dano, mas, por exemplo, no Whatsapp, é impossível. Não vejo por onde", declarou.

AE
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