Mantega e senadores prestar√£o depoimento sobre pagamentos da J&F ao MDB
Rafael Moraes Moura
Brasília
16/05/2018 17h33
O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e os senadores Eduardo Braga (MDB-AM), Jader Barbalho (MDB-PA), Eun√≠cio Oliveira (MDB-CE), Renan Calheiros (MDB-AL), Valdir Raupp (MDB-RO) e o atual ministro do Tribunal de Contas da Uni√£o (TCU) Vital do Rego ser√£o ouvidos no √Ęmbito do inqu√©rito instaurado no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar um esquema de pagamentos milion√°rios do grupo J&F a congressistas do MDB.

As suspeitas foram levantadas nas dela√ß√Ķes premiadas do executivo Ricardo Saud e do ex-presidente da Transpetro S√©rgio Machado.

Ao autorizar a abertura de inqu√©rito, Fachin tamb√©m atendeu aos pedidos da Procuradoria-Geral da Rep√ļblica (PGR) para a realiza√ß√£o de oitivas de Mantega, de Vital do Rego e dos senadores emedebistas. Os delatores S√©rgio Machado, Ricardo Saud e o empres√°rio Joesley Batista tamb√©m prestar√£o depoimento.

"Com rela√ß√£o √† abertura das investiga√ß√Ķes, como sabido, uma vez requerida a abertura de investiga√ß√Ķes pela Procuradoria-Geral da Rep√ļblica, incumbe ao relator deferi-la, (...) n√£o lhe competindo qualquer aprofundamento sobre o m√©rito das suspeitas apontadas", escreveu o ministro Edson Fachin, em decis√£o assinada na √ļltima segunda-feira, 14.

Em sua dela√ß√£o, Saud disse ter havido pagamento da ordem de R$ 46 milh√Ķes a senadores do MDB, a pedido do PT. De acordo com o executivo, apesar de diversas doa√ß√Ķes terem sido oficiais, tratava-se de "vantagem indevida", j√° que dirigentes do PT estariam comprando o apoio de emedebistas para as elei√ß√Ķes de 2014 para garantir a alian√ßa entre os dois partidos.

Fachin tamb√©m autorizou o pedido da PGR de verifica√ß√£o tanto das "doa√ß√Ķes eleitorais efetuadas pela JBS" aos diret√≥rios do MDB do Par√°, Alagoas, Sergipe, Amap√° quanto de "eventual atua√ß√£o dos parlamentares em favor da empresa".

Os gabinetes dos senadores e de Vital do Rego foram procurados pela reportagem e não haviam se manifestado até a publicação deste texto. Em nota, o MDB informou repudiar "mais uma tentativa de criminalização da política". "Esperamos que a conclusão deste inquérito seja rápida e acreditamos que ao final a verdade será restabelecida", disse o partido. O PT ainda não se pronunciou.

AE
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