Meirelles revela preocupação com construção civil, maior empregadora do País
Eduardo Laguna
Manaus
07/12/2017 20h59
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quinta-feira, 7, que está preocupado com a crise na construção civil, atividade que mais emprega no País, e ressaltou que o governo está perto de concluir o projeto de regulamentação dos distratos - segundo ele, o maior problema vivido por esse setor. "Estamos finalizando projeto que equilibra direitos do consumidor e das construtoras", comentou o titular da Fazenda durante palestra a empresários em Manaus.

A ideia, disse Meirelles, é que as pessoas continuem tendo o direito de devolver imóveis - o chamado distrato -, mas que as construtoras que retomam o bem possam vendê-lo sem o risco de enfrentar impasses judiciais e sem prejudicar os demais compradores, que não rescindiram contratos, mas que ficam com a conclusão da obra ameaçada.

Em outra frente crítica, a dos financiamentos, Meirelles lembrou a criação das Letras Imobiliárias Garantidas (LIGs) para permitir que os bancos consigam captar a longo prazo para financiar o crédito imobiliário.

Num discurso permeado por cita√ß√Ķes a conquistas do governo - como a revers√£o de um Produto Interno Bruto (PIB) que, em taxa acumulada em 12 meses, ca√≠a 5,4%, at√© maio de 2016, e passou para uma alta de 1,1% em novembro -, Meirelles lembrou que o Brasil exibe sua menor taxa de juros da hist√≥ria e voltou a defender as reformas estruturais. Mas tamb√©m destacou as medidas de natureza microecon√īmica que est√£o sendo elaboradas para melhorar a produtividade da economia.

Nesse ponto, fez referências ao projeto conduzido com o apoio do Banco Mundial que pretende reduzir para três dias o prazo médio de abertura de empresas no Brasil, hoje em 101 dias.

O audit√≥rio da Federa√ß√£o das Ind√ļstrias do Estado do Amazonas (Fieam) lotou para acompanhar a palestra do ministro e ouviu dele que o Pa√≠s deve acelerar o ritmo de crescimento nos pr√≥ximos tr√™s anos. Antes disso, ele ressaltou a necessidade de aprova√ß√£o da reforma da Previd√™ncia porque o d√©ficit previdenci√°rio - de R$ 200 bilh√Ķes no INSS e de R$ 80 bilh√Ķes no funcionalismo p√ļblico - √©, segundo Meirelles, insustent√°vel.

AE
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