Na TV, Bolsonaro e Haddad divergem sobre armamento, ministérios e Mais Médicos
Daniel Weterman
S√£o Paulo
11/10/2018 21h02
Em entrevistas gravadas para a RedeTV! separadamente, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) entraram em rota de colisão ao defenderem ponto de vistas diferentes em relação a algumas propostas para o País. Uma das principais divergências foi em relação ao armamento da população.

"Todo cidad√£o de bem que queira ter arma dentro de casa, com alguns crit√©rios, (que) possa t√™-la", disse Bolsonaro, ressaltando que a medida caberia √† an√°lise do Congresso Nacional. "Quem tem que portar armas √© a pol√≠cia para garantir direito de seguran√ßa p√ļblica", comentou Haddad.

Outra discord√Ęncia foi em rela√ß√£o √† cria√ß√£o ou extin√ß√£o de minist√©rios no governo. O petista prometeu reativar as pastas de Pol√≠tica para as Mulheres e Igualdade Racial, al√©m de separar das Comunica√ß√Ķes o Minist√©rio da Ci√™ncia e Tecnologia. O candidato do PSL, por sua vez, disse que os minist√©rios extintos estavam atendendo a interesses partid√°rios. Ele prometeu nomear ministros com "compet√™ncia, interesse e liberdade de iniciativa".

Sobre o agroneg√≥cio, Bolsonaro prometeu tipificar como "terrorismo" as a√ß√Ķes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), prometendo ainda uma legisla√ß√£o trabalhista diferente para o campo. J√° Haddad prometeu apoiar o agroneg√≥cio, mas ponderou que √© preciso agir para que toda terra seja produtiva e n√£o fique improdutiva.

Em relação ao programa Mais Médicos, o candidato petista prometeu ampliar contratando médicos especialistas e construindo uma policlínica para cada 50 mil habitantes no País. Bolsonaro criticou o programa e disse que não manteria o modelo como está sendo feito. Para ele, o Mais Médicos não pode trazer uma suposta médica mãe cubana ao Brasil e deixar seu filho no país de origem.

Falando sobre drogas, Haddad defendeu "traficante na cadeia e usuário com tratamento". Bolsonaro afirmou que não passa por sua cabeça a liberação das drogas, mas ponderou que não vai 'perseguir' usuários.

Questionados sobre regulação da mídia, Bolsonaro afirmou que a imprensa tem que ser "livre" e disse que "a imprensa que realmente estiver voltada com a verdade vai ser valorizada", criticando a proposta do PT de regular a mídia. Haddad afirmou, por sua vez, que uma família não pode concentrar o controle de meios de comunicação em um Estado como Bahia, Alagoas ou Maranhão.

Na Educação, Haddad falou em priorizar o ensino médio em um eventual governo e fazer com que as escolas federais sejam responsáveis por melhorar o ensino das escolas estaduais. Bolsonaro pregou contra a chamada "ideologia de gênero" e defendeu "excluir" um estudante que agrida o professor.

Acenos

Os dois candidatos fizeram acenos ao eleitorado mais pobre. O petista refor√ßou que vai fortalecer o Bolsa Fam√≠lia e citou que o programa √© uma das principais a√ß√Ķes dos governos petistas. Bolsonaro citou sua proposta de conceder um 13¬ļ a quem recebe o benef√≠cio e combater a fraude, dando o pagamento para quem "realmente merece e precisa".

Os dois candidatos prometeram também acabar com o Imposto de Renda para aqueles que ganham até cinco salários mínimos.

Na entrevista, Bolsonaro reforçou que geração de energia, Banco do Brasil, Caixa e Banco do Nordeste serão preservados de privatização. Haddad, por sua vez, afirmou que Eletrobras, Correios, BB e Caixa são "estatais intocáveis".

AE
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