No Par√°, Bolsonaro defende PM por massacre em Caraj√°s
Leonencio Nossa, enviado especial
Marab√° e Eldorado do Caraj√°s
14/07/2018 08h03
Em visita a Eldorado dos Carajás, no sudoeste do Pará, o pré-candidato ao Planalto pelo PSL, Jair Bolsonaro, defendeu nesta sexta-feira, 13, os policiais presos pela morte de 19 trabalhadores rurais sem-terra ocorrido em abril de 1996 na região.

Bolsonaro foi até a Curva do S, um trecho da BR-155, em Eldorado dos Carajás, onde os sem-terra foram mortos, dez com tiros à queima-roupa, por policiais militares comandados pelo coronel Mário Pantoja, condenado a 228 anos de prisão.

"Quem tinha que estar preso era o pessoal do MST (Movimento dos Sem Terra), gente canalha e vagabunda. Os policiais reagiram para n√£o morrer", disse Bolsonaro, em frente a troncos de castanheiras queimados que marcam o local exato do massacre. Um grupo de policiais que acompanhava o discurso aplaudiu.

A passagem de Bolsonaro pelo Pará é marcado pela crítica a luta da terra. Na noite anterior, em jantar para uma plateia de produtores rurais e policiais, em Marabá, Bolsonaro disse que, se eleito, vai tirar o Estado do "cangote" dos ruralistas, "segurar" as multas ambientais e aumentar a repressão a movimentos do campo.

"N√£o vai ter um canalha de fiscal metendo a caneta em voc√™s", disse o pr√©-candidato. "Direitos humanos √© a pipoca, p√ī."

O presidente da Uni√£o Democr√°tica Ruralista (UDR), Luiz Antonio Nabhan Garcia, discursou antes do presidenci√°vel. "Bolsonaro, aqui o recado da classe produtora √© direto: procuramos um presidente que n√£o nos atrapalhe e n√£o nos persiga", disse. "Quando o senhor se tornar presidente, v√™ o que far√° com essa gente da Funai, do Ibama, do Minist√©rio P√ļblico, que n√£o respeita a propriedade privada."

√ćndios

Ainda nesta sexta-feira, Bolsonaro foi para a cidade vizinha de Parauapebas. Em frente a uma portaria do Complexo de Caraj√°s, uma maiores regi√Ķes mineradores do Pa√≠s, ele discursou ao lado de uma fam√≠lia de √≠ndios da regi√£o. "Os √≠ndios e os afros s√£o brasileiros como n√≥s", disse. "Eles n√£o querem ser latifundi√°rios, mas cidad√£os. Se quiserem arrendar suas terras, v√£o arrendar. Se quiserem vender, v√£o poder vender." As informa√ß√Ķes s√£o do jornal O Estado de S. Paulo.

AE
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