Sedentarismo é pauta de discussão mundial
Foto: Reprodução internet
Erika Manhatys
13/06/2018 08h23

Falta de disposição, surgimento de doenças e até a morte podem ser o futuro daqueles que vivem no sedentarismo. Em todo o mundo, um a cada cinco adultos e quatro em cada cinco adolescentes (11 a 17 anos) não praticam um exercício físico. Os dados são da Organização Mundial de Saúde (OMS), que lançou neste mês um plano de ação global em prol da atividade física. A medida mostra como os países podem reduzir esta condição em adultos e adolescentes em 15% até 2030. O grupo de pessoas que têm menos oportunidades de terem uma vida ativa é composto por meninas, mulheres, adultos mais velhos, pessoas de baixa renda, com algum tipo de deficiência e com doenças crônicas, além de populações marginalizadas e indígenas.

A falta de atividade pode acarretar em uma série de doenças não-transmissíveis como distúrbios do coração, diabetes, derrame, câncer de mama e de colo. O estudo realizado pela OMS mostra que estas enfermidades são responsáveis por 71% das mortes no mundo. Todo ano, 15 milhões de pessoas, com idade entre 30 e 70 anos, perdem a vida por causa destes problemas.

O sedentarismo custa caro, são estimados US$ 54 bilhões em atendimentos de saúde, sendo que 57% são realizados na rede pública. A cifra chega a quase R$ 200 bilhões convertidos ao real. Em relação ao mercado, o prejuízo é de US$ 14 bilhões, ou R$ 51 bilhões em perda de produtividade. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Guebreyesus, pontua que não é necessário praticar um esporte para ter uma vida mais ativa, basta fazer melhores escolhas. “Você não precisa ser um atleta profissional para escolher ser ativo. Usar as escadas no lugar do elevador faz a diferença. Ou caminhar ou andar de bicicleta no lugar de dirigir até a padaria mais próxima. São as escolhas que fazemos em cada um de todos os nossos dias que nos mantêm saudáveis”, ressalta o diretor.

"Sensacional, primeiramente porque a educação física tem o papel de motivar a população a praticar mais exercício físico e minimizar a possibilidade de doenças. Mas acredito que essa função não deve ficar só com a gente, mas com todos os profissionais de saúde, mas o governo e instituições, até mesmo os estabelecimentos privados e públicos, estimularem cada vez mais a população a praticar exercício físico.”

- Talles Sucesso - Educador Físico e Coordenador Fitness da Bodytech

 

"A preocupação com o sedentarismo e os seus malefícios é genuína, pois a pratica de atividade física é essencial na prevenção e até mesmo na reabilitação de doenças. Algumas pessoas acham caro o valor de uma academia ou outra modalidade de exercício sem pensar que o gasto com o tratamento de uma doença crônica é muito maior. Além de terem que conviver com esta doença pro resto da vida, com suas restrições e sobrecarga dos órgãos que processam o medicamento utilizado."

- Gustavo Leão, fisioterapeuta da academia terapêutica B-Active.

Brasília em movimento

A Secretaria do Esporte, Turismo e Lazer mantém programas de incentivo à prática de atividades físicas e à capacitação de atletas profissionais. Conheça as oportunidades.

Bolsa Atleta – Patrocínio individual de atletas e paratletas de alto rendimento, que obtêm bons resultados em competições nacionais e internacionais. O programa garante condições mínimas para que se dediquem, com exclusividade e tranquilidade, aos treinamentos e competições.

Compete Brasília – Incentivo à participação do atleta em competições em outras localidades dentro e fora do território nacional, por meio de concessão de passagens aéreas e terrestres. 

Boleiros – Programa criado para dar apoio às Ligas de Futebol Amador do Distrito Federal, oferecendo serviço de arbitragem aos jogos não-profissionais. O lema da ação é “Programa Boleiros, uma tabelinha do GDF com o futebol amador”.

Escolas de Esportes – O programa tem como objetivo incentivar a prática esportiva entre crianças e adolescentes de 06 a 17 anos, integrar o adulto, o idoso e pessoas com deficiência em programas que estimulem um hábito de vida saudável e formar equipes esportivas que possam revelar talentos para o cenário esportivo. São oferecidas 11 modalidades e a quantidade de vagas é determinada semestralmente. 
 

 

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