Suspeitos da morte de Marielle est√£o quietos, com perfil baixo, diz general
Felipe Fraz√£o e Julia Lindner
Brasília
14/06/2018 14h28
Tr√™s meses depois do crime, o interventor federal na Seguran√ßa do Rio de Janeiro, general de Ex√©rcito Walter Souza Braga Neto, classificou nesta quinta-feira, 14, como um "desservi√ßo" √†s investiga√ß√Ķes o vazamento de nomes suspeitos de envolvimento na execu√ß√£o da vereadora Marielle Franco (PSOL) e seu motorista, Anderson Gomes, ocorrida em 14 de mar√ßo. Em jarg√£o policial, ele afirmou que potenciais suspeitos mantiveram discri√ß√£o desde ent√£o.

"Precisamos ter provas do que foi levantado até o momento. Houve um desserviço muito grande quando houve aquele vazamento com citação de nomes, porque todas as pessoas que pudessem estar envolvidas estão quietas, com perfil baixo. Não estou dizendo que aquelas pessoas estivessem", reclamou o general.

O general disse que a investigação continua andando "muito bem" e sob segredo de Justiça.

A Pol√≠cia Civil do Rio chegou interrogar vereadores no Rio, entre eles Marcelo Siciliano (PHS), suspeito de v√≠nculos com a mil√≠cia da Zona Oeste do Rio. Ele negou ter envolvimento no crime. Outro nome citado nas investiga√ß√Ķes √© o do ex-policial militar Orlando Oliveira de Ara√ļjo, que est√° preso. Suspeito de assassinar um colaborador de Siciliano dias ap√≥s a execu√ß√£o de Marielle, o suposto miliciano Thiago Bruno Mendon√ßa foi preso pela Divis√£o de Homic√≠dios.

AE
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