Temer e Cunha tramavam 'diariamente' queda de Dilma, diz Funaro em delação
Fabio Serapi√£o e F√°bio Fabrini
Brasília
13/09/2017 14h22
O corretor L√ļcio Funaro disse em sua dela√ß√£o premiada que, na √©poca do impeachment, o ent√£o vice-presidente Michel Temer tramava "diariamente" a deposi√ß√£o da ex-presidente da Rep√ļblica Dilma Rousseff com o ent√£o presidente da C√Ęmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A afirma√ß√£o consta de um dos anexos da colabora√ß√£o de Funaro, j√° homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na qual ele descreve a rela√ß√£o com a c√ļpula do PMDB e nomeia os "operadores" de Temer em supostos esquemas de corrup√ß√£o.

Conforme Funaro, Cunha sempre foi o arrecadador de propinas para o chamado "quadrilh√£o" do PMDB, enquanto Temer atuava no n√ļcleo pol√≠tico, viabilizando interesses de empresas que pagavam subornos ao grupo.

Funaro afirmou que a relação de Cunha e Temer oscilava, dependendo do "momento político". "Na época do impeachment de Dilma Rousseff, eles confabulavam diariamente, tramando a aprovação do impeachment e, consequentemente, a assunção de Temer como presidente", exemplificou o corretor num dos trechos do anexo.

Temer e seu partido romperam com Dilma meses antes de o afastamento dela ser aprovado e confirmado, mas o agora presidente sempre rejeitou a pecha de "conspirador" ou "golpista".

Procurado, o Pal√°cio do Planalto ainda n√£o comentou as declara√ß√Ķes de Funaro.

A defesa de Eduardo Cunha se manifestou da seguinte forma: "Enquanto não for levantado o sigilo, a defesa de Eduardo Cunha não comentará os supostos termos de delação."

AE
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