Trump amea√ßa taxar carros canadenses se negocia√ß√Ķes comerciais n√£o progredirem
Victor Rezende
S√£o Paulo
10/08/2018 20h34
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou seu perfil no Twitter para fazer novas amea√ßas no √Ęmbito do com√©rcio global. O republicano afirmou que pode taxar os carros produzidos no Canad√° caso n√£o consiga um acordo com Ottawa. Quanto ao M√©xico, Trump disse que as negocia√ß√Ķes comerciais "est√£o indo bem" e disse que os agricultores e a ind√ļstria automotiva americana devem ser atendidos nas conversas.

"Estamos indo bem ao lidar com o M√©xico. Os trabalhadores da ind√ļstria automotiva e os agricultores devem ser atendidos ou n√£o haver√° acordo. O presidente eleito do M√©xico tem sido um absoluto cavalheiro. O Canad√° deve esperar. Suas tarifas e barreiras comerciais s√£o altas demais. Vamos taxar os carros se n√£o conseguirmos fazer um acordo!", escreveu Trump em seu perfil pessoal no Twitter.

EUA, Canad√° e M√©xico est√£o em um processo de renegocia√ß√£o do Tratado Norte-Americano de Livre Com√©rcio (Nafta, na sigla em ingl√™s). No entanto, nos √ļltimos dias, autoridades americanas e mexicanas se reuniram separadamente para tentar formular um acordo que abrangesse o setor automotivo, o qual √© alvo de intensas discuss√Ķes nas conversas do Nafta. A t√°tica do governo Trump √© a de chegar a acordos separados entre as partes para lidar com a renegocia√ß√£o do pacto de livre-com√©rcio.

"As negocia√ß√Ķes do Nafta parecem estar caminhando rumo a uma dire√ß√£o positiva e acreditamos ser bastante prov√°vel que um acordo sobre as regras de origem do setor automotivo seja alcan√ßado no curto prazo", apontaram analistas do Goldman Sachs em nota a clientes. O banco americano v√™ 60% de possibilidade de um acordo, mas diz estar c√©tico que o processo de renegocia√ß√£o n√£o deve ser conclu√≠do at√© o fim de agosto, como estabelecido pelos negociadores, atribuindo apenas 35% de chance a esse cen√°rio.

Já a consultoria de risco político Eurasia aponta que os esforços renovados para chegar a um acordo aumentam a possibilidade de que um pacto seja firmado ainda este ano de 30% para 40%. "No entanto, ainda não há sinais de que os EUA estejam dispostos a relaxar sua postura em relação a outras demandas, mantendo um acordo improvável no curto prazo", apontaram analistas da Eurasia em nota a clientes.

AE
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