Você está seguro usando a internet?
Foto: Reprodução internet
Erika Manhatys
17/04/2018 08h14

O prólogo do problema

Aproximadamente 270 mil usuários do Facebook participaram de um teste de personalidade, criado para fins científicos por um estudante da Universidade de Cambridge, Aleksandr Kogan. O aplicativo de interação criado por Kovan guardou os dados de quem respondeu o questionário e ainda coletou informações dos amigos destes participantes. A conta foi multiplicada: centenas de amigos de cada um dos 270 mil usuários agora também haviam sido observados. O total é assustador - 87 milhões de pessoas tinham seus dados nas mãos da Cambridge Analytica. 

Malandragem

Com a magnitude deste sistema, outro estudante da Universidade de Cambridge também interveio. Ele analisou os dados dos 87 milhões de usuários e viu uma boa oportunidade de negócio, vender todas estas informações à CA. Então, munida com estas informações e com outras de bases de dados diversas, a empresa traçou o perfil de personalidade de mais de 100 milhões de eleitores americanos. 

Influência

Tendo nas mãos os perfis psicológicos desta massa de usuários do Facebook, a CA trabalhou em divulgar anúncios sobre temas políticos específicos para cada grupo psicográfico. Ela possivelmente pôde influenciar o resultado das eleições presidenciais americanas. Afinal, a empresa foi contratada por Donald Trump para auxiliá-lo em sua campanha eleitoral.

Desdobramentos 

Na última semana, um grupo de advogados dos Estados Unidos e do Reino Unido ingressou na justiça com um processo contra o Facebook, a Cambridge Analytica e outras duas empresas ligadas ao vazamento de informações na plataforma. Eles representarão os usuários afetados nos dois países, um total de mais de 70 milhões de pessoas.

Mea culpa

O presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, classificou a incapacidade da empresa de prevenir episódios como a atuação da empresa Cambridge Analytica e a interferência russa nas eleições dos EUA de 2016 como “um grande erro” e pediu desculpas. 

Revelação

Segundo Zuckerberg, o Facebook coleta informações não apenas de seus usuários, mas também de outras pessoas sem perfil na plataforma. A revelação foi feita na quarta-feira (11), durante audiência da Comissão de Energia e Comércio da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, convocada para discutir a responsabilidade da companhia na garantia da privacidade na internet.

Regulação

Zuckerberg admitiu a importância de uma regulação dos serviços fornecidos por plataformas digitais como a que dirige. Diante de diversas cobranças por uma regulação externa, no âmbito do poder público, Zuckerberg reconheceu que normas legais são importantes. “Nossa posição não é de que a regulação é ruim”, rebateu.

Ministério Público

No Brasil, o caso está sendo investigado pelo Ministério Público e o criador do Facebook, Mark Zuckerberg, já anunciou estar à disposição do governo nacional para prestar informações que ajudem à resolução do problema.

Mapa da espionagem


 

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