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05/12/2019, 20:09

Oficina com o artista e lançamento do catálogo de “Circonjecturas”

berta ao público na Caixa Cultural Brasília até o dia 15 de dezembro, a exposição individual do artista paranaense Rafael Silveira, chamada Circonjecturas, traz duas novidades para os brasilienses. No próximo sábado (7), será lançado o catálogo da mostra, que traz detalhes da curadoria e reproduções das obras expostas, e, no mesmo dia, o artista fará uma oficina de “autodesretrato”, em que os participantes serão convidados a fazer um autorretrato diferente.

Nessa oficina, cada pessoa tirará um retrato logo na entrada e depois construirá sua obra a partir de um acerto de imagens para recorte e colagem. Como resultado, surgirão retratos sem semblante, que revelam a intimidade da mente de cada participante. A oficina conta com 20 vagas e ocorrerá entre 17h e 20h. As inscrições, gratuitas, podem ser feitas através do link forms.gle/Rgi9FsFqGT1qqq1d7.

Sobre a exposição

A mostra Circonjecturas mistura diferentes influências da arte contemporânea brasileira. Nela, circo, tatuagem, botânica, publicidade dos anos 1950 e cultura pop, e elementos underground se mesclam em pinturas, esculturas, bordados e instalações interativas, criando um universo onírico completamente surrealista. A mostra, que tem curadoria de Baixo Ribeiro, permanecerá aberta ao público até o dia 15 de dezembro.

De acordo com o artista, “o ‘circo’ está relacionado a uma representação exagerada, um espetáculo; e as ‘conjecturas’ são uma alusão ao mundo das ideias, à mente. Por isso essa exposição tem um caráter imersivo, como um convite a abandonar o mundo real e explorar um universo onírico”. A mostra revelou ser um sucesso de público durante sua passagem em Curitiba, que contou com a presença de 100 mil visitantes, e em São Paulo, onde atraiu cerca de 30 mil pessoas.

Para o curador Baixo Ribeiro, há um grande interesse pela exposição por ela ser pensada para um público geral. “O trabalho do Rafael Silveira trafega entre diferentes linguagens. Ele desenvolveu um jeito próprio de alcançar um público diverso a partir de uma pesquisa muito íntima, que vai para o inconsciente, um lugar muito profundo e distante, e também uma pesquisa sobre a própria publicidade, a imagem clichê. O que ele faz com essas duas raízes é o que é interessante e especial sobre sua obra”.